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Presidente da CPMI das Fake News participou de live com Luciano Ayan

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Alvo de operação recente, Luciano Ayan foi rotulado pelo MP-SP como “disseminador de fake news”.

O empresário Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido pelo pseudônimo “Luciano Ayan”, foi um dos alvos da operação “Juno Moneta”, que foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo na última sexta-feira (10).

De acordo com nota do MP-SP, Ayan é sócio de ao menos quatro empresas de fachada, “dissemina fake news”, usou “contas de passagem”, apresentou indícios de movimentação financeira incompatível com rendimentos declarados à Receita e “ameaça aqueles que questionam as finanças” do Movimento Brasil Livre (MBL).

Além das ligações com o MBL, Ayan é apontado como o suposto autor de um extenso relatório apresentado pelo deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Fake News.

Por falar nesta CPMI, no dia 23 de abril de 2020, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), presidente da comissão, participou de uma entrevista no canal “TV Democracia”, no YouTube, que foi conduzida pela jornalista Madeleine Lacsko.

Além de Lacsko e Coronel, também participaram da live Luciano Ayan, o músico Lobão e o jornalista Fabio Pannunzio. Confira na íntegra.

Em matéria publicada no site Senso Incomum, nesta segunda-feira (13), o analista Flavio Morgenstern alerta:

“É grave que o senador Ângelo Coronel tenha realizado uma live para falar de supostas ‘fake news’ com Afonso ‘Luciano Ayan’, pelo simples fato de que o próprio Luciano Ayan foi alvo de requerimento [n.º 252/2019] para se explicar por suas próprias fake news na mesma CPMI.”

Morgenstern completa:

“Na live, o senador Ângelo Coronel pratica exatamente o que a CPMI das Fake News supostamente quer extinguir com poder de polícia: ‘discurso de ódio’ e ‘ataques’ difamatórios feitos em coordenação contra o professor Olavo de Carvalho, que foi chamado de ‘fora de moda’, ‘semeador da discórdia’ e ‘beligerante’.

A deputada Bia Kicis (PSL-DF) pediu o afastamento de Coronel Ângelo e da relatora Lídice da Mata, do PSB também da Bahia. Após a prisão de Luciano Ayan, a questão se torna ainda mais urgente para os deputados – e para a população fazer pressão.”

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