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Campanha do presidente do Peru financiada com Caixa 2 da Odebrecht

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Delator Jorge Barata prestou depoimento a procuradores peruanos para detalhar uso do dinheiro da empreiteira por políticos do país.

De acordo com informações do Estadão:

O ex-executivo da Odebrecht no Peru Jorge Barata afirmou nesta quarta-feira, 28, em depoimento na sede da Procuradoria-Geral da República em São Paulo que a empresa brasileira financiou, usando caixa dois, a campanha de políticos peruanos, entre eles o atual presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski (PPK).

Segundo fontes da Procuradoria peruana, Barata detalhou a entrega de US$ 300 mil para a campanha de PPK em 2011, US$ 1 milhão para a de Keiko Fujimori em 2011, US$ 600 mil para a de Toledo em 2011 e US$ 200 mil para a de Alan García em 2006.

O advogado de Barata, Carlos Kauffmann, afirmou ao Estado que o cliente deu todos os detalhes sobre o que sabia e vai apresentar qualquer prova que seja requisitada. “Tudo o que tiver de demonstrativo e for solicitado, ele vai entregar. Agora, precisamos ver o que realmente tem porque são questões que dificilmente se deixa registro. Pouca coisa fica registrada, por isso o depoimento é muito importante.”

Kauffmann não pode confirmar os detalhes das transações revelados pelo delator da Odebrecht porque no Brasil o caso corre em segredo de Justiça.

O presidente peruano reagiu às acusações e negou ter recebido dinheiro da empresa brasileira. “Eu, Pedro Pablo Kuczynski, nunca recebi uma doação do senhor Barata. Eu não recebi nenhum financiamento da fonte em questão para as minhas campanhas presidenciais”, escreveu PPK em seu Twitter.

Segundo o presidente, em 2011, quando teria sido feita a entrega do dinheiro, ele não contava com um partido e sim uma aliança política. “A aliança era formada por PPC, APP, Restaiuración Nacional e o Partido Humanista e, como candidato, não manuseava ou controlava a tesouraria da aliança”, completou PPK.

A Odebrecht informou, em nota, que colabora com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. “(A Odebrecht) Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades do Brasil, Estados Unidos, Suíça, República Dominicana, Equador, Panamá e Guatemala, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas.”

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