Processo de Jair Bolsonaro contra Jean Willys deve prosseguir

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.
Capa: Marcos Alves e Jorge William

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou pelo prosseguimento de uma ação em que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) processou o também deputado Jean Wyllys (PSOL) por injúria e calúnia.


Instada a se manifestar pelo relator do caso no Supremo, o ministro Celso de Mello, Dodge entende que o processo deve seguir adiante. Wyllys acusou Bolsonaro de ter lavado dinheiro da JBS. Caberá ao ministro do STF abrir ou não o inquérito.

De acordo com informações do jornal O Globo:

Segundo Dodge, não há até agora evidência do envolvimento do presidenciável “nos desdobramentos das apurações relativas aos fatos ilícitos narrados pelos colaboradores” da JBS.

Bolsonaro processou o rival alegando que foi vítima de calúnia (imputar falsamente a alguém um crime) e injúria (ofensa à dignidade ou decoro).

O pedido é baseado em uma entrevista de Wyllys ao jornal “O Povo”, realizada em agosto de 2017, em que o parlamentar utiliza termos como “fascista”, “racista”, “burro”, “corrupto”, “ignorante”, “desqualificado” e “canalha”, entre outros, para se referir a Bolsonaro. Dodge, porém, entende que o crime de injúria pode ser descartado, em razão da imunidade parlamentar.

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