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Procurador eleitoral minimiza influência das fake news

Procurador eleitoral minimiza influência das fake news

O problema das notícias falsas é menor do que parece, e 90% das conversas no WhatsApp são interpessoais, e não por meio de grupos.

O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, participou de videoconferência realizada nesta terça-feira (16) entre membros do conselho consultivo de fake news do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e quatro representantes do WhatsApp, que falaram do Vale do Silício, na Califórnia.

Humberto declarou:

Nas redes sociais, a metodologia consiste em alfabetização midiática —ensinar as pessoas a serem críticas—, ‘fact checking’ —as notícias mentirosas serem rapidamente respondidas pelas agências de checagem— e direito de resposta. Isso é factível nas redes sociais, mas o WhatsApp está aquém disso.

E acrescentou:

Assim como para a imprensa o sigilo da fonte é sagrado, para um mensageiro como o WhatsApp a privacidade das comunicações é sagrada. Ele considera que aquilo que duas pessoas conversam não é revelável, não é visível e nem ele sabe.

O vice-procurador-geral eleitoral disse que, conforme dados do aplicativo, as comunicações pelo WhatsApp são interpessoais, e não para várias pessoas ao mesmo tempo.

Ele afirmou:

Essa é uma das coisas que o WhatsApp demonstra na conversa conosco, que 90% do tráfego de WhatsApp no Brasil é interpessoal. Não é essa megalópole de grupos que as pessoas tendem a imaginar.

Questionado por jornalistas sobre a “enxurrada” de fake news vista nestas eleições, o procurador minimizou e pediu cautela no anseio pelo enfrentamento.

Para ele, numa sociedade democrática, as pessoas não podem ter medo de se expressar:

Queria que vocês observassem, se olhassem as redes sociais, que o volume de informações mentirosas não tem esse número alarmante. Nós estávamos preparados, um ano atrás, era um cenário mais grave do que aquele que aconteceu. O nível de desinformação que circulou circula num nível interpessoal e não num nível institucional, com sites falsos, veículos falsos de comunicação. Existe muito rumor, muita intriga, maledicência, sim, mas isso tem acontecido num nível interpessoal.

Ele concluiu:

Ninguém pode ter medo de falar, a gente não pode instalar um clima de pânico nas conversas interpessoais. O que a gente pede é que as pessoas sejam zelosas quando passam adiante uma informação que elas receberam.

Enquanto isso, nesta quarta-feira (17), após um colunista da Folha publicar matéria pedindo a implementação de mecanismos para censurar cidadãos brasileiros no WhatsApp, a tag #CensuraPetista alcançou o topo dos assuntos mais comentados do Twitter brasileiro.

Adaptado da fonte Folha

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