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Produção de petróleo dos EUA supera recorde de 1970

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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Estados Unidos superaram em novembro, pela primeira vez desde 1970, a barreira simbólica dos 10 milhões de barris de petróleo extraídos diariamente, de acordo com a Agência Americana de Energia.

Publicamos dias atrás que a produção de petróleo norte-americana estava prestes a superar a da Arábia Saudita e bater o recorde de quase cinco décadas.

Nesta quinta-feira (01/02), de acordo com informações do Estado de Minas:

A produção de petróleo foi em média de 10,038 milhões de barris por dia (mbd) em novembro, 4% a mais do que no mês anterior, segundo dados publicados na noite desta quarta-feira (31).

Essa quantidade é pouco menor que o ápice de novembro de 1970 (10,44 mbd), um ponto de virada na produção americana, que desde então recuou progressivamente, até ficar abaixo de 4 mbd em 2008.

Os Estados Unidos agora competem com a Rússia, que de acordo com a EIA produziu 10,55 mbd em 2016 e a Arábia Saudita, que no mesmo ano extraiu uma média de 10,46 milhões de barris por dia.

Esses dois países – juntamente com os parceiros de Riade na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – se comprometeram a limitar sua produção com o objetivo de reduzir a oferta no mercado mundial e, assim, tentar aumentar os preços.

A estratégia compensou: o preço do petróleo em Nova York e Londres alcançou, na semana passada, seu nível mais alto desde 2014.

Os produtores americanos, que, durante seis anos, utilizaram novas técnicas de fraturamento hidráulico e perfuração horizontal para explorar campos de petróleo de xisto, aproveitaram o aumento de preços para acelerar suas operações.

O petróleo de xisto representa 51% da produção dos Estados Unidos, contra apenas 7% em 2008.

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