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Professor de Harvard fala sobre invasão do Brasil para “salvar” a Amazônia

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Professor de Harvard fala sobre invasão do Brasil para "salvar" Amazônia

A ofensiva da imprensa internacional contra a Amazônia do Brasil segue com força total.

Em um artigo publicado pela revista Foreign Policy, o professor de relações internacionais Stephen M. Walt, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, publicou um texto intitulado: “Quem vai invadir o Brasil para salvar a Amazônia?”.

“Para deixar claro: não estou recomendando esse curso de ação agora ou no futuro. Eu estou apenas apontando que o Brasil pode ser um pouco mais vulnerável à pressão do que alguns outros Estados”, diz o texto.

Walt apresenta alternativas para utilização da teoria do aquecimento global para influenciar nações mundo afora, principalmente o Brasil.

O artigo do professor de Harvard começa com a descrição de um fictício cenário futuro, em 2025, quando o governo americano anuncia um ultimato para o Brasil interromper o desmatamento ou sofrerá ataques militares.

Apesar de dizer que é um cenário de fantasia, Walt discute os direitos, responsabilidades e obrigações de intervenção em outros países para evitar danos irreversíveis e catastróficos ao ambiente.

“É isso que torna o caso brasileiro mais interessante. O Brasil está de posse de um recurso global crítico –por razões puramente históricas– e sua destruição prejudicaria muitos Estados, se não o planeta inteiro. Ao contrário de Belize ou Burundi, o que o Brasil faz pode ter um grande impacto. Mas o Brasil não é uma verdadeira grande potência, e ameaçá-lo com sanções econômicas ou mesmo com o uso da força, se ele se recusar a proteger a floresta tropical, pode ser viável”, avalia o professor.

“Em um mundo de Estados soberanos, cada um fará o que for necessário para proteger seus interesses. Se as ações de alguns Estados estão pondo em perigo o futuro de todo o resto, a possibilidade de confrontos sérios e possivelmente de conflitos vai aumentar. Isso não torna o uso da força inevitável, mas esforços mais sustentados, enérgicos e imaginativos serão necessários para evitá-lo”, completa Walt.

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