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Professora detida por chama eleitor de Bolsonaro de ‘preto e pobre’

Professora detida por chama eleitor de Bolsonaro de 'preto e pobre'

Professora pagou fiança e foi liberada, após ato de racismo contra o representante comercial eleitor de Bolsonaro.

A professora Gilmara Craveiro de Vasconcelos denunciada por injúria racial após discussão política em um restaurante em Sobral, no Ceará, na madrugada de domingo (21), pagou fiança e foi liberada.

De acordo com informações da Delegacia Regional de Sobral, que acompanha o caso, a professora disse que o representante comercial Policarpo Rodrigues era “pobre e preto” e que não sabia votar.

O bate-boca começou após Policarpo se posicionar como eleitor do presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL. Um vídeo com parte da discussão foi publicado nas redes sociais.

A polícia foi acionada e os dois envolvidos na discussão foram encaminhados para a delegacia, onde foi registrado um boletim de ocorrência.

Em entrevista à Rede Jangadeiro FM, Policarpo Rodrigues disse que é inadmissível, nos tempos de hoje, situações como a que ele passou.

O representante comercial declarou:

A gente não pode se omitir nesse tipo de coisa, porque, se faz com um aqui, faz com outro ali, e tem que servir de exemplo. Estamos em 2018 e isso não pode mais acontecer aqui no Brasil, um país onde todo mundo tem descendência de negro, independente de quem for.

Gilmara foi autuada por injúria racial e detida, mas foi liberada em seguida, após pagar fiança de mil reais.

Procurada pela produção da Rede Jangadeiro FM, ela preferiu não gravar entrevista, mas disse, por telefone, que a vítima desvirtuou as palavras dela e entendeu errado.

 

Adaptado da fonte Tribuna do Ceará

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