Professores de escolas islâmicas do Paquistão continuam violentando crianças impunemente

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Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Abuso sexual é um problema generalizado e persistente na rede de escolas islâmicas paquistanesas conhecidas como madrassas.


Mais de 22 mil madrassas registadas no Paquistão ensinam pelo menos 2 milhões de crianças, muitas vezes as mais pobres do país. Os alunos geralmente recebem alimentos e educação gratuitamente, mas isso vem com um preço muito caro.

Processos judiciais contra os docentes são raríssimos. Famílias das vítimas relatam que a polícia recebe muito dinheiro para não abrir investigação contra os corajosos que decidem denunciar a violência sexual sofrida.

A própria imprensa paquistanesa trata os estupros em escolas islâmicas como tabu. Em 2004, um oficial revelou que mais de 500 queixas de agressões sexuais contra meninos em madrassas foram arquivadas. Ele se recusou a conversar ou oferecer mais informações após a denúncia.

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Em um caso recente que veio a público, com lágrimas rolando pelo rosto, a mãe Kausar Parveen relata a cena do seu filho – 9 anos – chegando em casa com a calça suja de sangue. O autor do ataque foi o líder islâmico responsável pela instituição onde o garoto estuda.

Com informações de: (1)

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