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PT pode sofrer derrota no Acre após 20 anos de domínio

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Aumento de violência é citado como a principal razão para o Acre ter abandonado o PT e se tornado um reduto do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

Com brigas internas e o antipetismo em alta, o Partido dos Trabalhadores (PT) pode sofrer uma derrota em um de seus mais antigos redutos eleitorais, o Acre.

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (5) apontou apoio de 51% dos eleitores acreanos a Gladson Cameli (PP) contra 33% para o ex-prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre (PT).

Caso se confirme esse cenário, será a primeira derrota petista no estado desde 1998.

A perda do Acre é simbólica para o partido. Além de governá-lo há duas décadas, foi em Rio Branco que o PT conseguiu eleger seu único prefeito de capital em 2016 —Marcus Alexandre, que deixou o cargo para concorrer neste pleito.

O aumento da violência é citado como principal razão para que o Acre tenha se tornado, em 2018, um dos principais redutos de Jair Bolsonaro (PSL).

A ascensão do capitão reformado também beneficiou o candidato Gladson Cameli.

“Uns 80%, até mais, dos meus eleitores está casando o voto Gladson-Bolsonaro”, afirma o senador. “E no dia que o Bolsonaro veio muito deles fizeram camiseta [da dupla] por conta própria”, declarou o aspirante ao governo do Estado.

Oficialmente, Cameli apoia o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, para a presidência. Seus apoiadores, porém, não hesitam em pedir voto para Bolsonaro. Além disso, o próprio senador já afirma que, caso haja um segundo turno entre o deputado e Fernando Haddad (PT), abraçará a candidatura do primeiro.

 

Adaptado da fonte Folha

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