Refugiados cristãos do Iraque negligenciados pela ONU

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TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Milhares de cristãos iraquianos abandonaram suas casas e buscaram refúgio na vizinha Jordânia com medo de morrer pelas mãos do Estado Islâmico. Agora, muitos deles sofrem com as péssimas condições de vida.


Juliana Taimoorazy, ativista cristã de direitos humanos, pesquisadora do Projeto Philos e fundadora da ONG norte-americana Conselho Para o Alívio de Cristãos Iraquianos, viajou com outros ativistas para a região com objetivo de avaliar as condições em que os refugiados cristãos estavam sendo submetidos.

A ativista e a equipe da ONG conversaram com pelo menos 30 famílias cristãs iraquianas durante a viagem. Taimoorazy declarou:

Eles estão morando em bairros pobres, nos subúrbios da capital Amã. Conhecemos três famílias que dividiam um apartamento de três quartos. Não há privacidade. Eles reclamam que a ajuda não chega até eles. Diferentes organizações de caridade trabalham ali, mas a ajuda que oferecem não é suficiente. O ACNUR ainda não concedeu o status de refugiado à maioria deles.

De acordo com informações do Gospel Prime:

“Eles são totalmente negligenciados pelo ACNUR”, explicou Taimoorazy, referindo-se ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Segundo suas estimativas, existem atualmente cerca de 15.000 cristãos iraquianos deslocados procuram abrigo na Jordânia.

De acordo com Taimoorazy, havia cerca de 25 mil cristãos iraquianos deslocados dentro da Jordânia quando ela visitou o país pela última vez, em 2015. Perto de 10 mil deles imigraram para países como Canadá e Austrália. Os 15 mil restantes estão presos no sistema.

A displicência da ACNUR para com os cristãos é conhecida. Todos os que esperam receber o status de refugiados da entidade reclamam que são ignorados.

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