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Refugiados da Venezuela disputam restos de comida em Roraima

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

Pelo menos três restaurantes da capital Boa Vista oferecem marmitas com sobras do almoço para ser distribuído como alimento aos refugiados venezuelanos.


Com a chegada de mais refugiados à Roraima e a falta de vagas em abrigos, os que vivem em praças começaram a buscar alternativas para comer.

ONGs, igrejas e até o exército participam da entrega de refeições aos recém-chegados da Venezuela, mas, com o aumento do fluxo migratório, a oferta não tem sido suficiente para todos.

De acordo com informações do Estadão:

Por volta das 15 horas, a maioria dos restaurantes de Boa Vista que têm serviço de self-service já está fechada, mas, nas últimas semanas, filas de até 50 pessoas se formam na porta dos estabelecimentos perto desse horário. Não são clientes comuns, mas sim venezuelanos famintos à espera de sobras.

Pelo menos três restaurantes da cidade passaram, então, a fazer marmitas com as sobras do almoço para distribuir aos estrangeiros. Assim que os comércios abrem as portas para entregar os restos, dezenas de imigrantes, alguns com crianças de colo, se espremem para conseguir pegar uma marmita. “É triste porque na Venezuela tínhamos profissão, casa, carro. Vir para outro país e passar por isso é humilhante. A gente só queria um trabalho para poder pagar pela nossa comida”, diz Alfredo Rafael, de 43 anos.

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