Repressão do governo esquerdista aumenta na Nicarágua

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TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

A Nicarágua viveu horas de intensa tensão neste domingo (13) com milhares de pessoas manifestando-se nas ruas contra o presidente esquerdista Daniel Ortega.

Os protestos acontecem faltando apenas um dia para o fim do prazo dado pela Igreja Católica para que o governo crie as condições para se iniciar um diálogo.

De acordo com informações do BOL:

Os bispos pediram na sexta-feira a Ortega que, antes do diálogo, permita a entrada da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), interrompa a repressão, retire os grupos paramilitares e não obrigue funcionários públicos a participar de manifestações partidárias.

O ex-diplomata e opositor Mauricio Díaz disse à AFP que Ortega respondeu com uma carta “cheia de ambiguidades, em que não há o compromisso de cumprir” as demandas e, ao contrário, aumentou a repressão entre sexta-feira e sábado.

Como este cenário de repressão crescente, o Exército da Nicarágua exigiu, à meia-noite deste sábado (13), o “fim da violência e de outras ações desestabilizadoras”, e se declarou a favor do diálogo com a mediação da Igreja Católica.

Os protestos foram iniciados por estudantes em 18 de abril contra a reforma da Previdência, mas, por conta da intensa repressão governamental, ganharam uma dimensão muito maior.

Após um número não oficial de 52 mortos na repressão governamental, a população da Nicarágua exige a renúncia do presidente esquerdista Daniel Ortega.

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