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Resistência a antibióticos causam 33.000 mortes por ano na Europa

Resistência a antibióticos causam 33.000 mortes por ano na Europa

Impacto desse problema de saúde pública é semelhante ao da gripe, tuberculose e AIDS juntas.

Mais de 33.000 europeus morrem a cada ano por infecções provocadas por bactérias que desenvolveram resistências a antibióticos. Esse impacto sobre a saúde da população já é semelhante ao somado pelas três principais doenças infecciosas: gripe, AIDS e tuberculose.

Esta é uma das principais conclusões de uma ampla pesquisa do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).

O estudo, o maior feito até hoje por essa instituição, destaca que em 39% dos casos as bactérias envolvidas já são imunes aos antibióticos ditos “de última linha”, como as colistinas e as carbapenemas. Isto, segundo o ECDC, desenha um cenário “muito preocupante, porque esses antibióticos são os últimos tratamentos disponíveis”.

“Quando já não são mais eficazes, fica extremamente difícil, e em muitos casos impossível, tratar essas infecções”, explica o organismo.

O estudo sustenta que as causas dessas resistências são o mau uso dos antibióticos e as insuficientes medidas de controle e prevenção das infecções.

 

Adaptado da fonte ELPAÍS

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