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‘Retaliação’, diz Moro sobre apuração no Conselho de Ética da Presidência

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Juristas acusam Moro de possível infração ética e ato de improbidade administrativa.

O ex-ministro Sérgio Moro criticou, nesta quarta-feira (13), a continuidade da investigação contra ele no Conselho de Ética da Presidência da República.

Em denúncia encaminhada ao Conselho de Ética no último dia 30, juristas afirmaram que Moro pode ter prevaricado no cargo ao não denunciar as supostas tentativas do presidente da República, Jair Bolsonaro, de interferir na Polícia Federal (PF) antes da sua demissão.

Em sua defesa prévia, Moro afirmou ao relator do caso, Paulo Henrique Lucon, que a denúncia “carece de qualquer comprovação dos fatos” e “destoa da própria lógica dos fatos havidos”.

O ex-ministro diz ainda que não praticou nenhuma conduta antiética e que dar prosseguimento à representação contra ele “representaria na prática retaliação” pelas “revelações” que fez sobre a troca do comando da PF.

Moro acrescentou que a “denúncia é totalmente improcedente, carente de prova, e ainda inconsistente com a lógica dos fatos já conhecidos e provados objetivamente”.

O ex-juiz da operação “Lava Jato” também negou ter prevaricado enquanto era ministro da Justiça por não ter denunciado antes do pedido de demissão a suposta tentativa de Bolsonaro interferir na PF.

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