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Roger Waters segue fazendo militância e ouvindo vaias pelo Brasil

Roger Waters segue fazendo militância e ouvindo vaias pelo Brasil

De passagem pelo Rio de Janeiro com seu show com forte teor esquerdista, o músico Roger Waters usou o assassinato da vereadora Marielle Franco de forma política na noite desta quarta-feira (24).

Ele recebeu em seu palco, no Maracanã, a filha dela, Luyara Santos, a viúva, Mônica Benício, e a irmã, Anielle Franco. Elas entregaram ao cantor britânico, fundador do Pink Floyd, uma camiseta com os dizeres “Lute como Marielle Franco”, que ele imediatamente vestiu.

Roger Waters abriu o microfone às três, que puxaram um coro de “ele não”, referindo-se ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A plateia em parte aplaudiu, em parte, vaiou o trio enlutado.

O músico, que tocou todo o tempo debaixo de chuva, contou ter ficado de “coração partido” ao ler sobre a execução da parlamentar num jornal, à época do crime.

“Eu estava em Londres e li uma notícia que partiu meu coração. Guardei no meu bolso”, disse, antes de exibir o recorte, reproduzido num telão. “Marielle está conosco, no nosso coração e de muitas formas. Marielle Franco é a líder deste País”.

O cantor então citou nominalmente quatro deputadas do partido de extrema-esquerda PSOL recém-eleitas no Rio de Janeiro e exibiu a foto delas no telão. “Elas representam a semente que Marielle Franco plantou em sua vida curta, mas importante”, definiu.

Dias atrás, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, informou que Waters recebeu 90 milhões de reais para “fazer campanha eleitoral disfarçada de show”, conforme noticiou a Renova Mídia.

Adaptado da fonte Estadão

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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