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Rússia se nega a libertar marinheiros da Ucrânia

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Rússia se nega a libertar marinheiros da Ucrânia

A decisão russa acontece apesar da sentença favorável à Ucrânia ditada no último sábado (25) pelo Tribunal Internacional do Direito do Mar (ITLOS).

O governo da Rússia se negou nesta segunda-feira (27) a libertar três navios da Ucrânia e seus 24 tripulantes detidos no estreito de Kersh, em novembro do ano passado.

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, declarou:

“A parte russa seguirá, sem dúvidas, defendendo sua postura neste assunto de maneira consequente. A Convenção do Mar de 1982 é inaceitável no caso do estreito de Kerch.”

O governo de Vladimir Putin se negou desde o princípio a participar do processo aberto no ITLOS, com sede em Hamburgo, com o argumento de que tal tribunal não tem jurisdição neste caso.

O ITLOS deu um parecer favorável à libertação imediata dos três navios ucranianos e de sua tripulação, além de desistir de processá-los.

Em virtude da decisão, as autoridades russas devem “fazer o necessário” para que os navios e os 24 marinheiros possam “retornar imediatamente” à Ucrânia.

O novo presidente ucraniano, Vladimir Zelenski, indicou que o cumprimento da disposição do ITLOS poderia ser “a primeira demonstração do governo russo da disposição real a pôr fim ao conflito com a Ucrânia”.

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