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Salles agradece G7, mas rejeita imposição de condições

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Salles agradece G7, mas rejeita imposição de condições

“Quem vai decidir como usar recursos para o Brasil é o povo brasileiro e o governo brasileiro”, disse o ministro Salles.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou, nesta segunda-feira (26), que a decisão da cúpula do G7 em ajudar os países atingidos pelas queimadas da Amazônia é “sempre bem-vinda”.

No início da manhã de hoje, o grupo de países ricos ofereceu cerca de R$ 90 milhões, mas o presidente da República, Jair Bolsonaro, questionou os reais interesses do presidente da França, Emmanuel Macron, no esforço contra queimadas.

Durante participação em um evento no Secovi, o sindicato do mercado imobiliário de São Paulo, Salles declarou:

“Acho uma excelente medida, é muito bem-vinda. Eu queria aproveitar inclusive para lembrar que desde 2005 o Brasil tem cerca de 250 milhões de toneladas de gás carbônico, mecanismo de desenvolvimento limpo, para receber, e isso gera mais ou menos uma receita de US$ 2,5 bilhões. Essa é também uma medida que nós pedimos que os países desenvolvidos, o G7, nos ajudem a quitar essa fatura do Protocolo de Kyoto, esse crédito que o Brasil tem, o que seria muito bem-vindo para nós.”

Segundo o governo da França, além deste apoio financeiro, o G7 também concordou com uma assistência de médio prazo para o reflorestamento, a ser apresentado na Assembleia Geral da ONU no final de setembro, mas o Brasil teria que concordar em trabalhar com Organizações Não Governamentais (ONGs) e populações locais.

O ministro Salles destacou que “quem vai decidir como usar recursos para o Brasil é o povo brasileiro e o governo brasileiro.”

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