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Salles defende maior preocupação com imagem da Amazônia

Salles defende maior preocupação com imagem da Amazônia

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“O governo está trabalhando em um plano de desenvolvimento para Amazônia”, afirmou Salles.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que os encontros fora do país ajudaram a desmistificar muitos conceitos que os estrangeiros tinham sobre a Amazônia.

Em entrevista ao jornal Estadão, publicada nesta segunda-feira (21), Salles disse que o governo Jair Bolsonaro discute um plano conjunto para melhorar a imagem do Brasil fora.

A seguir, confira alguns trechos importantes da entrevista.

Estadão: Há razão para o agronegócio se preocupar com um possível boicote aos produtos brasileiros?

Salles: Acho que tem de se preocupar, menos pelo boicote, mas pelo dano da imagem. Como é o consumidor que decide o que vai consumir em qualquer lugar do mundo, a imagem prejudica diretamente a demanda. Isso é um ponto importante. Minha ida à Europa foi para isso.

Estadão: O governo vai fazer uma campanha nacional pró-Amazônia

Salles: Temos de estruturar e o governo está trabalhando em um plano de desenvolvimento para Amazônia. É fundamental.

Estadão: Isso já está sendo feito?

Salles: Está sendo feito, mas é um assunto que engloba diversos ministérios: Agricultura, Meio Ambiente, Ciências e Tecnologia. Não é coisa de um só ministério. Não é uma resposta. É complexo, precisa de um esforço conjunto.

Estadão: O sr. também tem bom trânsito com o presidente. Qual foi a missão que ele te deu nessa crise?

Salles: O presidente dá autonomia para todos os ministros, não só para mim. Ele escolheu os ministros pelo critério técnico. É claro que, para questões mais sensíveis, a gente consulta o presidente antes. Mas, no dia a dia, os ministros que decidem sobre as suas respectivas pastas e vão harmonizando com o presidente.

Estadão: Temos números e dados suficientes para explicar para o mercado externo que não há desmatamento ilegal?

Salles: Os europeus entenderam muito quando mostramos os dados sobre desmatamento. Houve uma redução a partir de 2004. Em 2004, a gente tinha três vezes mais desmatamento que hoje – 28 mil km² – e até 2018 quase 9 mil km². Entre 2004 e 2012, caiu muito. De 2012 a 2019, há uma curva ascendente.

Estadão: E qual explicação?

Salles: Essa pergunta eu fiz nessa viagem: quais os motivos que nos levaram a ter um aumento de desmatamento de 2012 até agora? Dizer que o Bolsonaro é a favor do desmatamento não cola. Se esse argumento é verdadeiro, por que há sete anos, mesmo com a atuação de ambientalistas e governos com outras visões, houve aumento do desmatamento? Foi bom explicar esse contexto lá fora.

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