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Saques aumentam mais de 5 vezes na Venezuela em 2018

Sofrendo com intensa escassez de alimentos, nas duas primeiras semanas de 2018 foram registrados cerca de 110 saques, que deixaram ao menos 5 mortos.

Nas duas primeiras semanas deste ano foram registradas aproximadamente 110 ocorrências de saques a comércios e caminhoneiros, superando em mais de cinco vezes os registros de janeiro de 2017 na Venezuela.

Os incidentes violentos neste mês inicial de 2018 deixaram ao menos cinco mortos. Semana após semana, novos vídeos aparecem na internet deixando evidente a situação catastrófica em que muitos venezuelanos estão vivendo.

De acordo com informações do Estadão:

Este total de ocorrências também supera amplamente os dados de relatórios para o mesmo tipo de crime nos meses de janeiro entre 2014 e 2016, segundo o Observatório Venezuelano de Conflitos Sociais (OVCS).

O salto da cifra de saques causou inquietação entre opositores e pesquisadores, como Marco Antonio Ponce, diretos do OVCS. Segundo ele, os ataques contra as propriedades já não se concentram nas grandes cidades e se estenderam também para pequenos povoados e estradas vicinais de todo o país.

Em meio à crise, as centenas de estradas que atravessam o país de um extremo ao outro se transformaram no lugar favorito para que povoados inteiros e grupos de delinquentes saqueiem a carga de veículos que se acidentam ou sofrem algum tipo de pane.

De dezembro a janeiro, foram reportados ao menos quatro incidentes diários de caminhoneiros que foram assaltados ou saqueados em estradas, disse Emidio Palumbo, presidente da Câmara de Transporte Pesado do Estado Costeiro de Vargas.

Palumbo indicou que o setor de transporte de cargas, especialmente no caso de alimentos, teve que recorrer à Guarda Nacional Bolivariana e à polícia – em operações envolvendo dezenas de funcionários do Estado – para tirar os caminhões das fábricas, armazéns e portos venezuelanos.

Ele também disse que algumas empresas foram obrigadas a contratar vigilantes particulares para escoltar os caminhões pelas estradas enquanto que outras optaram por fazer o transporte durante a noite ou em grupos para tentar reduzir a ocorrência de saques.

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