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A seletividade dos jornalistas da grande mídia sobre o aborto

A maior parte dos jornalistas da velha imprensa dizem que o tema do aborto precisa ser discutido, mas só estão dispostos a fazer apologia do ponto de vista esquerdista.

O aborto é um daqueles assuntos que entraria tranquilamente em um top 5 de temas que precisam voltar à tona pelo menos uma vez por semestre.

Seja por protestos em outros países ou naqueles feitos por aqui, quando o assunto ressurge é para causar polêmica e gerar manifestações pró e contra, quase sempre com os mesmos argumentos utilizados anteriormente, mas que não conseguem chegar a um consenso. E nunca chegarão, a não ser pela conversão de um dos lados.

Quem defende a vida vai continuar fazendo, e quem menospreza os não-nascidos, mesmo que o faça sem admitir, também permanecerá seguindo a corrente que defende. Por não pretender entrar no mérito da questão, já que o ponto deste artigo é a seletividade dos jornalistas, irei apenas recomendar um especial escrito recentemente pela Gazeta do Povo sobre o tema. Observação feita, vamos ao foco, que acontece em todas as áreas e voltou a acontecer recentemente.

Para quem está mais ligado nas redes sociais e na nossa luta contra a grande mídia, não é novidade que veículos como Folha de São Paulo, UOL, Estadão e a própria Rede Globo, esqueceram como fazer jornalismo de verdade e vivem de apologia à temas defendidos pelas camadas mais progressistas, como o aborto, legalização das drogas, ideologia de gênero, etc.

Caso você não tenha reparado, sugiro uma leve sessão de tortura psicológica: pare para ver o programa da Fátima Bernardes ou algum da Globo News, por exemplo o Estúdio I e o Em Pauta. Já adianto que não sou formado em jornalismo e nem peço que os profissionais deixem de expressar suas opiniões – afinal, de que vale um formador de opinião sem opinião? -, mas, mesmo leigo, acredito que emitir uma opinião se escondendo atrás do véu da imparcialidade não é ético, muito menos verdadeiro para com o público.

Paulo Henrique Amorim, Leonardo Sakamoto e outros, irritam pelas besteiras que falam, mas pelo menos assumem de que lado estão. Enquanto Guga Chacra, Caio Blinder, Caroline Cimenti e Ariel Palacios, o quarteto-fantástico da Globo News, causam desgosto em quem os assiste pois passam a ideia de imparcialidade enquanto emitem suas opiniões como se fossem notícias, escondendo outros fatos relevantes, que contrariam o ideal pregado, dando base para o emergente termo “hidden news“.

Tratar da hipocrisia e seletividade dos jornalistas nas diversas áreas seria excelente, mas seria necessário um levantamento descomunal, então vamos focar no tema/acontecimento mais recente que, por acaso, está no início desse artigo (dica para não zerar o ENEM: não fujam do tema!).

O escolhido da vez é Ariel Palacios, correspondente da Globo News em Buenos Aires e com bicos no SporTV. O jornalista é “especialista” em qualquer coisa que estiver no espectro futebol-política, ou seja, é uma junção de Rica Perrone e Flavio Morgenstern, porém sem a coragem que eles têm de assumir o que pensam.

Para contextualizar, aconteceu na capital da Argentina, no domingo (25), uma manifestação em defesa da vida que reuniu centenas de milhares de pessoas. O que Ariel e toda a grande mídia resolveram fazer frente a esse grande protesto? Exatamente o que você pensou. Ficaram calados.

Não é possível encontrar nem uma nota de rodapé nos sites do G1, O Globo, Folha e em muitos outros que fazem questão de noticiar qualquer mísera movimentação pró-aborto na Argentina. Fiz questão de usar o termo “mísera manifestação” pois aparentemente é isso que centenas de milhares de pessoas saindo às ruas para defender o direito à vida de bebês não-nascidos significa para Ariel Palacios, uma manifestação sem importância, que acontece com frequência, conforme resposta dada pelo jornalista a um seguidor no Twitter.

Pouco mais de um mês atrás, o correspondente da Globo News em Buenos Aires publicou o tuíte abaixo.

É impossível não notar o discurso hipócrita do jornalista Ariel Palacios. Ao ser criticado por não informar o público sobre a manifestação pró-vida em Buenos Aires, ele tentou justificar a falta de cobertura alegando que a manifestação contou com a participação de poucas pessoas. No entanto, o protesto divulgado acima por ele, contou com um número muito menor de participantes, em sua maioria militantes de esquerda.

É claro que isto não acontece só em relação a Argentina, o mesmo é visto quando se trata de outros países e até mesmo do Brasil. Qualquer um, com alguns minutos no Google pode perceber que a cobertura da grande mídia é muito maior quando se trata de protestos a favor do aborto. Quem não acompanha de perto pode até achar que a Marcha pela Vida não existe, ou que a Marcha para Jesus é só um encontro de extremistas religiosos que não ligam para nada além do dízimo e do seu lugar no céu.

Adotar termos em inglês não é muito a minha praia, mas já que fake news é algo que pega fácil até para o mais desatento que só está com a TV ligada ao fundo, peço que fiquem ligados também nas hidden news.

Como a mídia tradicional não consegue distorcer tudo, a opção restante é ignorar o fato e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Não falam da recuperação da economia americana, mas tentam culpar Trump por qualquer queda na bolsa; não falam das manifestações em defesa do direito à vida, mas fazem parecer que a Marcha das Vadias é liderada por Luther King; passam longe de enfatizar a morte de policiais, mas qualquer traficante morto é reduzido a suspeito; ignoram que a legalização da maconha não deu certo em países como Uruguai e Holanda, mas mesmo assim continuam a utilizá-los como exemplo para o mercado e por aí vai. Afinal, para manter o que resta de credibilidade, só o que importa para estes defensores da agenda esquerdista é fazer parecer que a verdade e a realidade continuam do lado deles.

Ao Ariel Palacios e seus colegas de comportamento, vergonha na cara.

Os pontos de vista expressos neste artigo são as opiniões do autor e não refletem necessariamente a posição da RENOVA Mídia.

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