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Senadores criticam encontro entre Bolsonaro e Alcolumbre

Tarciso Morais

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Congresso deve dobrar fundo eleitoral para R$ 3,5 bilhões
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“Há um limite para as agressões reiteradas às instituições democráticas”, diz Álvaro Dias.

A maior parte dos líderes partidários do Senado Federal criticaram, nesta quinta-feira (28), o encontro entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A reunião aconteceu no Palácio do Planalto. Alcolumbre disse que levou uma mensagem de “calma e serenidade” do Legislativo ao Executivo.

Horas antes, na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro criticou as ordens do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news.

As declarações de Bolsonaro foram severamente criticadas¹ pelos líderes partidários no Senado.

O líder do MDB na Casa, Eduardo Braga (AM), exige firmeza do Congresso em “defesa da democracia”:

“Quero dizer ao presidente Alcolumbre que concordo com a firmeza na defesa da democracia e, ao mesmo tempo, com a serenidade e a sensatez que o momento exige. Acho que todos nós precisamos entender que, no meio desta pandemia, quando o Brasil chora a perda de compatriotas, e muitos ainda correm risco de vida, nós devemos ter muita firmeza em defesa da democracia, muita sensatez e muita serenidade.”

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR), líder da legenda, afirmou que as instituições estão sendo “agredidas”:

“É preciso que se estabeleça um prazo. Nós não podemos ficar indefinidamente pedindo o entendimento. Nós estamos dispostos, obviamente, a nos desarmar –e essa tem sido uma manifestação recorrente aqui no Congresso Nacional–, mas é preciso que entendam que há um limite para as agressões reiteradas às instituições democráticas.”

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) considerou as últimas declarações de Bolsonaro como uma “ameaça de golpe”:

“O presidente tem feito declarações extremamente preocupantes, e não apenas ele, mas os seus familiares, mais precisamente seus filhos. O que nós temos hoje é uma escalada clara de que há um desejo por parte deste governo de ameaçar a democracia e até estabelecer um golpe no nosso país.”

O líder do PT, Rogério Carvalho (SE), afirmou que os parlamentares não podem aceitar calados as declarações de Bolsonaro:

“O que o presidente [Bolsonaro] falou hoje, o que o seu filho falou hoje é dizer que já não é uma questão de fazer, de dar um golpe, de estabelecer o limite para o STF, para o Congresso Nacional, mas é quando isso é uma ameaça inaceitável que nós não podemos aceitar calados, nem o Congresso, nem o Senado, nem a Câmara.”

Referências: [1]
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