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Sensor da barragem da Vale emitiu alerta 15 dias antes do rompimento

Sensor da barragem da Vale emitiu alerta 15 dias antes do rompimento
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

As últimas informações indicam que a Vale tinha conhecimento prévio dos problemas enfrentados pela barragem que se rompeu em Brumadinho.


O geólogo Cesar Augusto Paulino Grandchamp foi um dos três funcionários da mineradora Vale presos por causa do rompimento da barragem em Brumadinho.

O blog da jornalista Andréia Sadi obteve os depoimentos à Polícia Federal do funcionário da Vale. As informações são comprometedoras.

Ele explicou um problema ocorrido em junho de 2018. Na ocasião houve aumento na pressão da estrutura durante a colocação de drenos, o que poderia provocar uma erosão no caminho percorrido pela água.

Grandchamp disse que o problema foi resolvido e que, apesar do aumento rápido da pressão durante o incidente, a situação foi resolvida e voltou à normalidade.

Este episódio já havia sido citado por Makoto Namba, funcionário da empresa alemã TÜV SÜD, que auditou a barragem. Por falar em Namba, o engenheiro também disse que foi pressionado por executivos da Vale, conforme noticiou a RENOVA.

O geólogo Grandchamp confirmou detecção de leituras “discrepantes” de sensores da estrutura da barragem em Brumadinho.

Segundo ele, o sensor do tipo piezômetro era automatizado e enviou por e-mail, no dia 10, uma leitura com “anormalidade”.

De acordo com o depoimento, as leituras mostravam que, caso o piezômetro não estivesse com problemas, “seria um sinal de que a barragem estaria com problemas”.

O geólogo contou que a mensagem “dava conta de que estavam analisando qual era o problema”, mas afirmou que “não é normal que uma leitura dessa, feita no dia 10, chegue ao dia 25 sem que alguma avaliação e providência efetiva seja adotada”.

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