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Sentimento de rejeição ao PT é o maior partido do Brasil

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Sentimento de rejeição ao PT é o maior partido do Brasil

Para o cientista político Paulo Moura, sentimento antipetista e capacidade de mobilização dão favoritismo a Bolsonaro contra Haddad na corrida presidencial.

O bom resultado do presidenciável Jair Bolsonaro nas pesquisas Ibope e Datafolha pegou alguns analistas políticos de surpresa, já que o noticiário recente era marcado por fatos negativos ao candidato do PSL.

Para entender este aparente paradoxo, o InfoMoney ouviu o cientista político Paulo Moura, especialista em comunicação política. Eis os principais pontos apresentados por ele:

CRESCIMENTO DE BOLSONARO

A alta de Bolsonaro tem duas razões básicas. A primeira é a questão do sentimento de antipetismo. O antipetismo hoje é o maior partido informal do Brasil. A rejeição ao PT sempre foi maior que a de Bolsonaro, embora a imprensa sempre desprezasse este fato. Em outras oportunidades, afirmei que, se fosse Bolsonaro contra o PT, as rejeições se equivaleriam ou até poderiam ser piores para o PT.

O segundo fator é o potencial de mobilização social da base de Bolsonaro. Opinião pública não é estatística de pesquisa publicada. Opinião pública é gente mobilizada nas ruas e forma as ondas de opinião. A campanha de Bolsonaro hoje é um fenômeno cívico, não é uma campanha eleitoral tradicional. Ela não tem comícios, mas manifestações.

REJEIÇÃO “ENGANOSA”

Há uma avaliação enganosa da rejeição das mulheres a Bolsonaro. Há um tempo, eu dizia que uma grande quantidade de eleitores iria convergir para um nome na reta de chegada, que as abstenções, brancos e nulos iriam reduzir e que havia uma probabilidade de o escolhido ser Bolsonaro. Também afirmei que a rejeição feminina a ele era uma construção artificial e midiática e que havia muitas mulheres na base dele. Na carona desse eleitorado indefinido, poderia acontecer uma surpresa e a surpresa está acontecendo.

TETO DE HADDAD

Haddad oscilou para baixo nas duas pesquisas (Ibope e Datafolha), parece que atingiu seu teto e a rejeição aumentou agora, com o fato de que ele usou Lula para alavancá-lo – isso se tornou prejudicial e um fator de descrédito.

VITÓRIA NO PRIMEIRO TURNO?

Venho afirmando que essa possibilidade existe, embora nunca tenha afirmado categoricamente que ela aconteceria. Para Ibope e Datafolha estarem dando Bolsonaro com 31%/32%, é porque é possível que, se a tendência se confirmar, ele esteja se aproximando da possibilidade de uma vitória em primeiro turno.

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