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Sistema usa inteligência artificial para transformar imagens borradas

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Sistema usa inteligência artificial para transformar imagens borradas
Imagem: Reprodução/Twitter
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PULSE pode criar imagens com aparência realista a partir de entradas ruidosas e de baixa qualidade que outros métodos não podem.

Uma nova ferramenta de inteligência artificial transforma fotos irreconhecíveis em retratos extremamente convincentes, mas que, na verdade, não são de pessoas reais.

O método, chamado PULSE, que foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, será apresentado virtualmente nesta semana pelos criadores na Conferência sobre Visão Computacional e Reconhecimento de Padrões (CVPR) de 2020.

Os pesquisadores criaram um método que retira alguns pixels e cria rostos com aparência realista com até 64 vezes a resolução pixelada, utilizando um computador para produzir traços como as linhas do rosto e os cílios, coisas que não existiam na imagem original.

Sachit Menon, coautor do projeto, explicou que a ferramenta não transformará uma foto desfocada e irreconhecível de uma câmera de segurança em uma imagem nítida de uma pessoa real, mas é capaz de gerar novos rostos que não existem, mas parecem reais.

Menon explicou que, apesar de terem focado a pesquisa inicial em rostos, a mesma técnica poderia, teoricamente, tirar fotos em baixa resolução de quase qualquer coisa e criar imagens nítidas e realistas, com aplicações que variam de medicina a astronomia.

Cynthia Rudin, cientista da computação de Duke que liderou a equipe, explicou que a partir de uma única imagem borrada de um rosto, o PULSE pode gerar um número de possibilidades estranhamente realistas, cada uma se parecendo sutilmente com uma pessoa diferente.

O sistema norte-americano é capaz de converter uma imagem de 16 x 16 pixels em 1024 x 1024 pixels, adicionando mais um milhão de pixels, semelhante à resolução HD. 

Detalhes como rugas e mechas no cabelo imperceptíveis nas fotos de baixa qualidade tornam-se nítidas e claras na versão gerada por inteligência artificial. Confira o exemplo abaixo. 

A primeira fileira mostra as fotos originais. A do meio as imagens borradas. A última são as imagens transformadas com o PULSE | Imagem: Divulgação / Duke University
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