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Sócio do Burger King financia movimento político

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
Sócio do Burger King financia movimento político

A recente polêmica envolvendo a empresa Burger King e o presidente Bolsonaro pode não ter sido motivada apenas pelo veto ao comercial do BB.

O bilionário Jorge Paulo Lemann já foi nomeado em diversas ocasiões como o homem mais rico do Brasil.

É de conhecimento público que sua riqueza vem de grupos como a Anheuser-Busch InBev, holding que controla a cervejaria Ambev, a Kraft Heinz, dona do ketchup Heinz, e do Restaurant Brands International, proprietário do Burger King.

O que pouca gente sabe é que Lemann está diretamente envolvido com movimentos que procuram “renovar” os membros da política brasileira.

Ele é um dos principais financiadores do “Movimento Acredito“, criado em 2017, que tem como co-fundadora a deputada federal do PDT, Tabata Amaral. Além de cientista política e astrofísica, Tabata também é colunista da Folha de S. Paulo desde o mês de abril.

Entre as fotos que Tabata ostentava em suas redes sociais antes de ser eleita para o Congresso Nacional, algumas exibem bem o posicionamento político dos membros deste movimento financiado por Lemann.

Além da foto com o socialista Marcelo Freixo, do PSOL, a jovem Tabata ostentava com muito orgulho uma foto com o ex-presidenteFernando Henrique Cardoso (FHC), que deve ser o máximo da “direita” tolerada pela turma.

“Um dia muito marcante no qual conheci um dos meus maiores ídolos acadêmicos e políticos”, escreveu Tabata na legenda da foto com o tucano.

Coincidentemente, durante uma visita do húngaro-americano George Soros ao Brasil em abril de 2015, FHC ofereceu um jantar ao bilionário progressista em seu apartamento da Avenida Vieira Souto, no Rio de Janeiro. Segundo informações do Estadão, Jorge Paulo Lemann foi um dos convidados para este seleto encontro.

O jornalista Rodrigo Constantino publicou um excelente texto sobre o Movimento Acredito em agosto de 2017:

“A turma é ‘moderada’ e contra ‘radicalismos’. De todos os lados, claro. Não são de ‘direita nem de esquerda’, e ironicamente dez em cada dez que repetem isso são… de esquerda.

É a Rede de Marina Silva com pitadas frescas de juventude estudiosa. É a ‘marcha’ de Emmanuel Macron, a esquerda ‘limpinha’ que esconde a carranca feia do socialismo atrás da cara de bom moço.”

Outro jornalista, desta vez o Alexandre Borges, também alertou sobre a criação do Movimento Acredito:

“Os ‘donos do Brasil’ resolveram bancar seu próprio ‘movimento político de jovens’ para ‘renovar a política’. Fiquem de olho.

Os bilionários gastam muito mais do que você pensa e, se nenhum deles é um George Soros, também não ficam muito atrás. Já falamos do Instituto Alana, dos Klabin, dos Moreira Salles e do próprio Lehmann.

Não se engane: é um movimento que só tem esquerdista e que defende descriminalização de drogas, desarmamento da população civil e todo o pacote do globalismo que você está cansado de conhecer. É a esquerda Alessandro Molon que a Globo adoraria emplacar se o eleitor fosse mais obediente.”

Em outubro de 2018, no auge da campanha presidencial do Brasil, um grupo de bolsistas da fundação do bilionário Jorge Paulo Lemann se uniram em torno da figura do candidato presidencial derrotado Ciro Gomes (PDT), como noticiou a Bloomberg.

A Fundação Lemann tomou o caminho esperado e ficou em cima do muro. Um porta-voz do bilionário, com patrimônio líquido de US$ 24,5 bilhões, afirmou que ele não iria se pronunciar.

Ainda durante o ano de eleição, Jorge Paulo Lemann usou seu discurso no evento anual de sua Fundação Estudar — que oferece bolsas em universidades estrangeiras de ponta — para estimular os membros da instituição a se aprofundarem na política para “transformar o Brasil”.

Lemann disse esperar que algum dos estudantes da fundação, no futuro, possa alcançar a Presidência do país e chame outros jovens da instituição para ajudar.

“Não sou de esquerda nem de direita. Sou a favor de gente boa, que goste de trabalhar junto com outras, e que vão se endereçar aos reais problemas do país, e não ficar brigando”, disse o bilionário na ocasião, segundo a Folha.

Alguns meses depois, em matéria da VEJA, estas mesmas palavras foram proferidas pela deputada Tabata Amaral, como você pode conferir na imagem abaixo:

O apresentador e humorista, Danilo Gentili, identificou a malícia escondida nas entrelinhas deste discurso propagado pelo bilionário Lemann e pela parlamentar Tabata. Em mensagem no Twitter, ele declarou:

“Ela [Tabata Amaral] sabe o que está falando sim. Esse é o discurso globalista: ‘Eu sou o novo! Fora direita e esquerda!’. Sugerir que se acabe com os polos de uma democracia nada mais é do que sugerir a Nova Ordem Mundial. Ela foi treinada pra dizer exatamente isso. Ela sabe o que que diz.”

Agora, com todas as informações contidas nesta matérias, nós da RENOVA esperamos que você entenda que o imbróglio envolvendo Burger King e o presidente da República, Jair Bolsonaro, é muito maior do que um simples veto à uma propaganda do Banco do Brasil.

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