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Solenidade na Itália homenageia heróis da Força Expedicionária Brasileira

Todos os anos, durante o mês de novembro, na cidade de Pistoia, Itália, ocorre uma cerimônia onde os heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que lutaram em território italiano durante a Segunda Guerra Mundial são homenageados.

O evento deste ano de 2018 contou com a presença de diversas autoridades políticas e militares italianas e diplomáticas brasileiras, inclusive governadores e prefeitos das cidades onde a FEB combateu e “contribuiu com a liberação local do jugo nazifascista”, segundo informações do site do Exército Brasileiro.

A solenidade contou com uma homenagem, aos soldados da FEB, por parte do Exército dos Estados Unidos da América (EUA) e da Associação dos Veteranos da 10ª Divisão de Montanha dos EUA.

Esta unidade combateu ao lado dos brasileiros sob a égide do IV Corpo de Exército, do V Exército de Campanha dos EUA, entre os meses de janeiro e abril de 1945, tendo contribuído com as ações vitoriosas da FEB em Monte Castello, La Serra, Castelnuovo e Montese, por exemplo.

 

Entenda mais um pouco

Em dezembro de 1944, após os meses iniciais do emprego operativo da FEB contra o jugo nazifascista em solo italiano, foi instalado o Cemitério Militar Brasileiro na cidade de Pistoia. Em maio de 1945, ao término da guerra, o Brasil contabilizava a morte de 465 militares na Campanha da Itália. Destes, 457 integravam o efetivo do Exército Brasileiro e oito eram oriundos da Força Aérea Brasileira.

O Cemitério de Pistoia foi o sepulcro dos heróis brasileiros até 1960, quando então seus despojos foram exumados e transladados para o Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial, na cidade do Rio de Janeiro. Nessa ocasião, o Cemitério foi desativado e, em 1966, o terreno que o abrigou cedeu lugar ao Monumento Votivo Militar Brasileiro.

Em 1967, um ano após a inauguração do MVMB, foram localizados os restos mortais de um dos três militares brasileiros desaparecidos desde o fim da guerra – e até hoje não identificado – que se tornou o único brasileiro sepultado no local, no emblemático túmulo do “Soldado Desconhecido”. Os corpos dos outros dois militares permanecem extraviados até os dias atuais.

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