Sri Lanka aplicará pena de morte aos traficantes de drogas

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O Sri Lanka aplicará pena de morte aos narcotraficantes, um castigo que não é usado no país desde 1976, e permitirá que o Exército atue em tarefas policiais durante dois anos para lutar contra o tráfico de drogas.

O Governo “decidiu implementar a pena de morte aos delinquentes reincidentes relacionados com casos de drogas em grande escala”, afirmou nesta quarta-feira (11) um porta-voz do Gabinete de Ministros do Sri Lanka, Rajitha Senaratne, em entrevista coletiva.

Senaratne explicou que o Ministério de Justiça está considerando aplicar a pena capital a 19 condenados por narcotráfico “em grande escala” e que seguem com suas atividades delitivas desde a prisão.

O porta-voz precisou que a decisão de fazer efetiva a pena de morte neste país de maioria budista foi tomada pelo presidente, Maithripala Sirisena, durante uma reunião do Gabinete de ministros realizada na terça-feira, com a intenção de reduzir a violência relacionada com o tráfico de drogas.

A pena capital segue vigente na ilha para crimes como alta traição, assassinato e tráfico de drogas, embora a última autorização presidencial para aplicar a condenação tenha ocorrido em 1976, por isso que na prática a pena é comutada por prisão perpétua.

Junto à reativação da pena de morte, o Executivo do Sri Lanka decidiu outorgar poderes policiais ao Exército durante um período de dois anos, também a proposta de Sirisena.

Os crimes relacionados com o tráfico de drogas aumentaram, segundo o Governo, o que justifica a intervenção das Forças Armadas, anunciou hoje outro porta-voz do Gabinete de Ministros, Gayantha Karunathilaka.

 

Com informações da EFE

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