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STF dá prazo para governo explicar relatório sobre “antifascistas”

Ministério da Justiça precisará explicar relatório sobre servidores "antifascistas".

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Ministra Carmén Lúcia suspende ações policiais em universidades
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Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas, nesta terça-feira (4), para que o governo Jair Bolsonaro preste informações sobre um relatório sigiloso com informações de quase 600 servidores públicos, a grande maioria ligada a movimentos autodenominados antifascistas.

A ministra é relatora de uma ação do partido Rede Sustentabilidade.

A sigla pede a “imediata suspensão da produção e disseminação de conhecimentos e informações de inteligência estatal produzidos sobre integrantes do ‘movimento antifascismo’ e professores universitários”.

Em sua decisão, segundo o portal G1, Cármen Lúcia diz que, se o conteúdo da denúncia for verdadeiro, o quadro “escancara comportamento incompatível com os mais basilares princípios democráticos do Estado de Direito e que põem em risco a rigorosa e intransponível observância dos preceitos fundamentais da Constituição”.

André Mendonça, ministro da Justiça e da Segurança Pública, anunciou, nesta segunda-feira (3), a demissão de Gilson Libório de Oliveira Mendes, diretor de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas (Seopi). 

Em nota à imprensa, como noticiou a RenovaMídia, a assessoria de comunicação do Ministério informa que Mendonça determinou a instauração de uma sindicância interna para apurar o trabalho da secretaria.

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