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STF proíbe que Bolsonaro faça campanha contra isolamento

Tarciso Morais

Tarciso Morais

Barroso critica 'euforia' de 'corruptos' com mensagens vazadas
Imagem: Antônio Cruz/Agência Brasil
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Barroso entendeu que campanha contra o isolamento não está voltada para “informar, educar ou orientar” a população.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, decidiu, nesta terça-feira (31), proibir que o governo Jair Bolsonaro veicule qualquer campanha que sugira que a população deve retornar às suas atividades ou que minimize os riscos da pandemia do novo coronavírus.

Barroso acolheu pedido do partido Rede Sustentabilidade contra uma campanha intitulada “O Brasil não pode parar”, que foi posteriormente excluída pela Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom).

O magistrado do STF avaliou que a situação é “gravíssima” e que “não há qualquer dúvida” de que a infecção por Covid-19 representa uma ameaça à saúde e à vida da população brasileira. 

Segundo o portal Terra, Barroso entendeu que uma peça publicitária nesse sentido não está voltada para “informar, educar ou orientar” a população, e sim para desinformar as pessoas.

“Em momento em que a Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde, as mais diversas entidades médicas se manifestam pela necessidade de distanciamento social, uma propaganda do governo incita a população ao inverso. Trata-se, ademais, de uma campanha ‘desinformativa’: se o poder público chama os cidadãos da ‘Pátria Amada’ a voltar ao trabalho, a medida sinaliza que não há uma grave ameaça para a saúde da população e leva cada cidadão a tomar decisões firmadas em bases inverídicas acerca das suas reais condições de segurança e de saúde”, disse Barroso na decisão.

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