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Suprema Corte dos EUA tem maior apoio popular em quase 10 anos

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53% dos eleitores americanos aprovam, neste momento, o desempenho da Suprema Corte dos Estados Unidos.

Esse é o maior índice de apoio popular que o tribunal obteve nos últimos 10 anos, aproximadamente, de acordo com uma pesquisa do Instituto Gallup, divulgado nesta quarta-feira (18). No ano passado, esse índice foi de 49%.

A distribuição das opiniões sobre o desempenho da corte entre eleitores de cada partido explica melhor os índices de aprovação: 72% dos eleitores republicanos apoiam a Suprema Corte, que tem cinco ministros conservadores e quatro liberais; apenas 38% dos eleitores democratas apoiam a corte; e o índice é de 52% entre os eleitores chamados de “independentes”, porque não são republicanos nem democratas.

Mas as decisões que a corte toma meses antes da pesquisa constituem o fator que mais influencia os resultados a cada ano.

Por exemplo, no momento os eleitores democratas se sentem contrariados pelas últimas decisões da corte, como a de aprovar o banimento da entrada no país de cidadãos de alguns países considerados perigosos para a segurança nacional e a decisão de que filiados de sindicatos não são obrigados a pagar a contribuição sindical — o que pode resultar no enfraquecimento dos poucos sindicatos que restam no país.

Os republicanos, por sua vez, ficaram felizes com essa decisão. Mas nunca ficaram tão felizes como em 2001, quando a Suprema Corte entregou a Presidência ao republicano George Bush, apesar de tribunais inferiores terem decidido a favor da recontagem dos votos na Flórida, o que daria a Presidência ao candidato democrata Al Gore. Naquele ano, a popularidade da corte entre os republicanos chegou a 80%.

Nos anos anteriores, a popularidade entre os democratas cresceu — e entre os republicanos diminuiu, quando, por exemplo, a Suprema Corte legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E ocorreu o inverso quando a corte decidiu que as empresas podem investir quanto dinheiro quiserem em campanhas eleitorais, uma medida que se entendeu como favorável aos republicanos.

Outro fator que eleva o nível de satisfação dos eleitores de uma ou outra preferência ideológica é a nomeação, pelo partido no Poder (na Presidência e no Senado) de ministros para a Suprema Corte. Os eleitores republicanos ficaram felizes com a nomeação do juiz conservador Neil Gorsuch para a corte, o que exigiu muitas manobras políticas, e agora com a indicação pelo presidente do juiz também conservador Brett Kavanaugh.

Em 2008/2009, quando o ex-presidente democrata Barack Obama indicou a juíza liberal Sonia Sotomayor para o cargo de ministra, o índice de aprovação da corte pelos democratas subiu, repentinamente, 37 pontos — de 38% para 75%.

A pesquisa também investigou o que os eleitores acham do posicionamento ideológico da Suprema Corte. Dos entrevistados, 44% disseram considerar a corte equilibrada ideologicamente; 29%, que a corte é conservadora demais; e 21%, que a corte é liberal demais.

Pelos resultados, pode-se avaliar quem opinou o que. Entre os republicanos, 49% acham que a corte é equilibrada, e 42%, que é liberal demais. Entre os democratas, 26% acham que a corte é equilibrada, e 61%, que é conservadora demais.

 

Com informações da Conjur
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