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Taxa de desemprego nos EUA é a menor desde 2000

Os Estados Unidos tiveram 6,6 milhões de vagas de empregos abertas em março. Este é o maior número desde que o Ministério do Trabalho começou a fazer a contagem, em 2000.

Além disso, o número de novas contratações caiu em cerca de 86 mil durante o mesmo mês, ficando em 5,4 milhões, o que indica que as empresas não conseguem achar os candidatos certos para os empregos disponíveis.

Metade dos donos de pequenos negócios dizem não conseguir encontrar pessoas qualificadas para as vagas, de acordo com a Federação Nacional de Negócios Independentes (NFIB). Quase 1/4 diz que é o maior problema que eles enfrentam.

“A falta de qualificação é um problema tanto para os empregados quanto para os empregadores”, diz Satyam Panday, economista da S&P Global Ratings.

De acordo com o órgão do governo responsável por contar as vagas disponíveis, elas aumentaram em 742 mil entre fevereiro e março. Agora, o número de oportunidades de emprego é o mesmo que o de desempregados. Para efeito de comparação, durante a Grande Recessão, havia mais ou menos 7 pessoas para cada vaga.

Nos últimos três meses, as empresas adicionaram ao mercado, em média, 208 mil trabalhadores, fazendo a taxa de desemprego cair para menos de 4% pela primeira vez desde 2000.

Estes números trazem consigo um sinal de confiança: a quantidade de pessoas pedindo demissão é a mais alta desde 2001. Os empregados acreditam que podem encontrar salários similares ou até melhores em outros lugares.

Os dados confirmam o que alguns economistas falavam: o mercado de trabalho forçará os empregadores a aumentar os salários. O Federal Reserve, outro órgão do governo, mostrou, em pesquisa recente, que aumentar os salários era uma maneira que os patrões viam de diminuir as demissões.

 

Traduzido e adaptado de CNN por João Guilherme

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