Temendo radicais islâmicos, jornalista gay da Inglaterra busca asilo nos EUA

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Temendo radicais islâmicos, jornalista gay da Inglaterra busca asilo nos EUA
JOÃO GUILHERME
JOÃO GUILHERME
Estudante e interessado em política, história e religião.

Em uma espécie de carta aberta aos seus leitores, Milo Yiannopoulos fala sobre sua insegurança por conta da situação atual da Inglaterra e da preocupação com os resultados da imigração em massa.

Homossexual assumido, o jornalista Milo Yiannopoulos já fez parte do jornal “Breitbart “, ficando conhecido mundialmente por ser atacado ao defender o conservadorismo e por sua luta contra vitimização por parte dos social justice warriors (guerreiros da justiça social, em tradução livre).

Milo chegou a ter sua conta banida permanentemente do Twitter após se envolver em uma briga com uma atriz do filme “Caça-Fantasmas”.

Agora, ele que é um dos nomes mais influentes – e odiados – da direita mundial, alega que a perseguição foi além das redes sociais e teme por sua vida.

“Em 2015, eu escrevi a coluna que garantiu o meu lugar entre os representantes do ódio da direita: ‘Eu Sou Gay e a Imigração Muçulmana em Massa é Aterrorizante me Aterroriza’. Pouco depois, saí de Londres por conta do estado em que encontrava e fui à América na esperança de poder alertar sobre a [os riscos da] islamização da Europa. Mas o câncer se espalhou. Embora seja casado com um cidadão americano e, portanto, tenha direito a um green card, estou entrando com um pedido de asilo nos Estados Unidos. É a única maneira de garantir que nunca voltarei para um país com tantos cidadãos que querem me ver preso ou morto.”

É assim que Milo começa a explicar as razões que o levaram a tomar a decisão de pedir asilo nos Estados Unidos.

Em outro trecho, Milo afirma que:

“Os muçulmanos do Reino Unido têm os valores mais distorcidos e bárbaros de todas as comunidades islâmicas do Ocidente, e suas reações negativas não são restritas à homossexualidade.”

Para justificar, ele apresenta uma pesquisa que mostra que um em cada 20 muçulmanos na Inglaterra simpatiza com quem comete suicídio com bombas em nome da religião; 3% deles acredita que qualquer relação sexual fora do casamento é moralmente aceitável; 1/3 acredita que os homens podem ter várias esposas e 39% concordam que “as mulheres devem sempre obedecer os seus maridos”.

Em outro artigo usado por Milo como base, o “The Guardian“, jornal britânico com posições à esquerda, divulgou pesquisa mostrando que, entre 500 muçulmanos entrevistados, nenhum disse achar a homossexualidade aceitável, uma espécie de “tolerância zero”. A mesma pesquisa mostra que 35% dos muçulmanos da França toleram “les pédérastes” – expressão usada por Yiannopoulos -, por exemplo.

E a relação dos muçulmanos ingleses com os homossexuais não tem apresentado melhora com o tempo. Há pouco mais de 2 anos, o “Channel 4“, canal de notícias inglês, conduziu e tornou pública uma pesquisa que apresentou resultados ainda mais desfavoráveis aos que se relacionam com pessoas do mesmo sexo: metade dos muçulmanos acreditam que a homossexualidade deveria ser ilegal e 25% quer a sharia – lei islâmica baseada no Alcorão e que já tem cerca de 85 tribunais na Inglaterra – implantada no país.

“Em países onde a sharia é apoiada pelo governo, a homossexualidade é geralmente punida com morte”, conta Milo.

Confirmando as expectativas negativas, a Ipsos constatou que estas visões de mundo têm crescimento “particularmente evidente” nos muçulmanos com idades entre 16 e 29 anos.

Milo explica:

“Nós não temos ideia de quanto do recente crescimento em crimes de ódio contra gays é motivado pelo islã, mas eu aposto que é um fator de grande importância. E certamente ninguém está mais suscetível a sofrer ataques nas ruas que um escritor gay, conservador e conhecido por defender veementemente a civilização ocidental e criticar culturas opressoras, como o uso da burca.”

O escritor também conta que não pode ir para nenhum outro país europeu, já que “quase 6% da população alemã é muçulmana”. Ele continua:

“Eu quero sair. Como um gay conservador com vida pública, não me sinto mais seguro na Inglaterra. Meu governo se recusa a tomar medidas necessárias para me proteger e, em muitos casos, agiu contra meus interesses como membro de um grupo de risco.”

Já no fim do texto, Milo mostra as situações em que é possível pedir asilo nos EUA:

“Se você sofreu perseguição, ou teme sofrer por conta se sua raça, religião, nacionalidade, participação em um grupo social ou opinião política [pode pedir asilo].”

Ele diz já ter conversado com um advogado de imigração, que teria dito que vale a tentativa, e conta ironicamente que é “alvo do patriarcado violento e opressor, o que o faz ser a pessoa perfeita para o processo de asilo”.

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