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The Economist parte para o ataque contra o juiz Sergio Moro

Após tentar desconstruir a imagem do presidente eleito Jair Bolsonaro ao longo do último ano, a revista britânica The Economist partiu para o ataque contra Sergio Moro, futuro ministro da Justiça.

Ao longo dos últimos anos, a renomada publicação britânica “The Economist” posicionou-se claramente em alinhamento com a agenda globalista. O nacionalista Donald Trump, nas eleições de 2016, nos Estados Unidos, foi alvo de duros ataques da revista, enquanto a democrata Hillary Clinton era apresentada como uma opção viável.

Aqui nas eleições do Brasil, em 2018, não foi diferente. A revista britânica construiu uma imagem internacional de Jair Bolsonaro totalmente negativa. O militar sempre foi apresentado como uma pessoa racista, machista, xenófoba, um claro exemplar do fortalecimento recente da extrema-direita mundo afora. O mesmo “nacionalismo” que foi classificado – dias atrás – pelo presidente da França, Emmanuel Macron, como um “demônio“.

Em artigo exclusivo publicado pela Renova Mídia no dia 20 de setembro, analisamos o padrão de matérias da jornalista Sarah Esther Maslin, da revista “The Economist”, sobre o agora presidente eleito do Brasil. Recomendo a leitura.

Sergio Moro é o novo alvo da “The Economist”

“Ofuscando as linhas entre justiça e política na América Latina”, é o título do artigo –  autor desconhecido – publicado na noite de quinta-feira (8) pela revista britânica “The Economist”.

“Os juízes ativistas estão se tornando um pouco ativos demais?”, questiona a publicação no subtítulo.

Imagem de capa do texto da The Economist

O texto da revista britânica trata o juiz federal Sergio Moro como um magistrado imparcial, com pretensões políticas, cuja condenação contra o ex-presidente Lula, do PT, foi um nítido exemplo de como membros do Judiciário estão interferindo no cenário político da América Latina.

A revista diz que a indicação do presidente eleito Jair Bolsonaro para o Ministério da Justiça “parece confirmar as alegações do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, de que o motivo do juiz – no início deste ano – de ter prendido seu líder e candidato presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva, era mais político do que jurídico.”

Após abordar um pouco do cenário político do Peru, com ênfase nas relações criminosas de Keiko Fujimori com esquemas de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht, a “The Economist” voltou a disparar contra o Moro.

O trecho da matéria que vamos apresentar logo abaixo é o mesmo discurso propagado por qualquer advogado ou liderança do Partido dos Trabalhadores (PT).

Quanto ao Sr. Moro, alguns dos seus atos jurídicos agora parecem questionáveis. Lula estava liderando as pesquisas de opinião quando foi preso. A sentença – de mais de nove anos por receber um apartamento no valor de US $ 600.000 – parece desproporcional.

A revista obviamente omite o fato de que a decisão inicial proferida pelo juiz Sergio Moro foi elevada após o processo passar pela 8º Turma do Tribunal Regional da 4ª Região. Então, dizer que a sentença contra Lula foi “desproporcional” não passa da opinião do autor do artigo, uma afirmação que não encontra nenhum valor no ordenamento jurídico do Brasil.

Os ministros do TRF-4 confirmaram – por unanimidade – a decisão tomada por Moro e ainda decidiram aumentar a pena para 12 anos e 1 mês de prisão.

A matéria da “The Economist” continua:

Dias antes da eleição, Moro divulgou o depoimento de Antonio Palocci, um ex-ministro do partido, que incriminou o partido. Agora, consta que Moro já estava conversando com o pessoal de Bolsonaro. Tudo isso prejudica a confiança.

O próprio juiz federal Sergio Moro falou abertamente sobre estas questões para várias emissoras brasileiras. Estes questionamentos já foram refutados de forma bem aberta pelo futuro Ministro da Justiça.

A revista “The Economist sabe disso, mas é o tipo de informação que prejudica a narrativa.

A publicação trabalhou ativamente para construir a narrativa de que Jair Bolsonaro é o político de extrema-direita que vai destruir o planeta. A indicação de Sergio Moro para o ministério da Justiça é uma pedra gigantesca no sapato. Afinal, o magistrado é reconhecimento internacionalmente e com uma grande aceitação nacional.

Esta matéria foi apenas o primeiro tiro disparado contra Moro. Outros estão por vir. A batalha entre nacionalismo e globalismo vai ganhar cada vez mais tração e a The Economist já escolheu seu lado.

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