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Tiago Leifert diz que evento esportivo não é lugar de manifestação política

Tarciso Morais

Tarciso Morais

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Em artigo de opinião publicado no site GQ Brasil, o apresentador da Rede Globo, Tiago Leifert, criticou atletas que utilizam eventos esportivos para fazer manifestação política.

Tiago Leifert declarou:

Eu não gosto da obrigação de tocar o Hino Nacional antes de eventos esportivos. Na Copa São Paulo de Futebol Júnior, no mês passado, os caras tocavam o hino inteiro antes do jogo. Tipo cinco minutos de música. Não vejo necessidade, não acho que patriotismo funciona enfiando um hino goela abaixo de torcedores. Me incomoda também saber que o hino é uma lei estadual, uma interferência da Assembleia Legislativa no rito esportivo.

Quando política e esporte se misturam dá ruim. Vou poupá-los dos detalhes, mas basta olhar nossos últimos grandes eventos para entender que essas duas substâncias não devem ser consumidas ao mesmo tempo. O que me leva à minha primeira grande preocupação de 2018: é ano eleitoral.

O apresentador também criticou o movimento político iniciado por Colin Kaepernick na Liga Nacional de Futebol Americano (NFL):

Nos Estados Unidos, Colin Kaepernick, jogador da NFL, a liga de futebol americano, resolveu se ajoelhar durante o hino americano para protestar contra a forma como a polícia trata os negros. Trump ficou pistola, os torcedores conservadores também, considerando um desrespeito ao hino. Independentemente do que você, leitor, ache, Kaepernick está desempregado. Nenhum time quis esse “troublemaker” no elenco. Como eu estava dizendo, quando esporte e política se misturam…

E ele está certíssimo. Após ganhar força no início da temporada 2017/2018, os protestos dos atletas, considerados por muitos como desrespeito à bandeira dos Estados Unidos, perderam intensidade à medida que o público deixou de ir ao estádio e a audiência da televisão despencou.

Em uma grande vitória para Donald Trump, na última partida da temporada, o famoso Super Bowl, nenhum jogador se ajoelhou durante a execução do hino nacional.

Leifert concluiu seu artigo de desabafo da seguinte forma:

Acho também que temos de respeitar os espaços destinados à diversão, senão nosso mundo vai ficar ainda mais maluco. Imagine só: você chega em casa cansado, abre uma garrafa de vinho e ela grita “Fora, Temer!”. O catupiry da pizza veio em forma de letras “Lula preso amanhã”, e ainda usaram uma calabresa para fazer a letra O. A gente precisa respirar.
Você liga no basquete, no vôlei, no futebol para ter umas duas horas de paixão, suspense, humor.

Do mesmo jeito que você escolhe uma série no Netflix ou assiste a uma novela. É um desligamento da realidade; nosso cérebro precisa dessa quase meditação para aguentar o dia seguinte. E aí você senta para ver um jogo e esfregam um hino na sua cara, como se aqui fosse uma “república popular”, e seu jogador favorito resolve lacrar na hora de comemorar o gol do título do seu time. É justo? Não.

Tem muita coisa contaminada por aí. Precisamos imunizar o pouco espaço que ainda temos de diversão. Textão é no Facebook. Deixem o esporte em paz.

Como era de se esperar, o artigo de Tiago Leifert tocou na ferida da turma lacradora que gosta de utilizar eventos públicos para promover agenda política. O apresentador está sendo duramente criticado pelos blogs petistas.

 

Com informações de: [GQBrasil]
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