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Tocantins possui grande quantidade de grafeno no subsolo

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

O grafeno é o material mais forte, mais leve e mais fino conhecido na atualidade. Empresas e cientistas apostam no composto químico como a revolução na indústria de eletrônicos, projetando uma nova geração de componentes e dispositivos.

Estudos realizados no Tocantins mostram que o estado tem grande potencial para explorar o material.

De acordo com Antônio Aier Lopes Pereira, que atua há 24 anos no setor mineral e possui direitos minerários do subsolo de áreas com grande concentração de grafite em Palmas, Porto Nacional e Monte do Carmo, estudos feitos por pesquisadores internacionais apontaram que somente nos três municípios há concentração de mais de 100 milhões de toneladas de grafite.

‘A partir desse grafite, conseguiremos extrair o grafeno e também o manganês e o cobalto’, disse.

O minerador explicou que as pesquisas custaram mais de 5 milhões de dólares e foram pagas com recursos particulares.

‘Já recebi várias propostas para exploração desse minério, mas recusei. Minha intenção é fazer com que o recurso seja explorado, mas que as indústrias venham investir aqui no Tocantins para produção dos produtos. Estamos em contato com diversos fabricantes de tecnologia e negociando a vinda de uma fábrica para se instalar no estado’, contou.

Após a fase de pesquisas, Antônio Aier busca financiamento para investir na exploração do minério.

‘Os custos ficam em torno de 20 milhões de dólares. Temos algumas linhas de financiamentos internacionais que podem ser captados para o investimento nesse processo. Quando isso se concretizar, o Tocantins virará um grande celeiro de geração de emprego e oportunidades para sua população’, previu.

O minerador Antônio Aier também explicou que o grafite encontrado nessa região do Tocantins não é contaminado e possui alta qualidade.

‘O tipo de grafite encontrado aqui, com a qualidade que temos, só é encontrado em outra região do Brasil que é o Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. Isso nos coloca em uma posição bem confortável para comercializar o minério’, garantiu.

No Brasil, já existem investimentos reais na pesquisa do minério: a Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, arrecadou investimentos para construir o primeiro centro de pesquisa de grafeno.

Meses atrás, um grupo de cientistas da Itália liderou pesquisa que descobriu um material extremamente resistente feito de grafeno.

Adaptado da fonte Conexão Tocantins

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