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O “toma lá, dá cá” da Fundação Clinton durante a presidência de Obama

O "toma lá, dá cá" da Fundação de Hillary e Bill Clinton
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

As doações para a Fundação Clinton caíram drasticamente após a acachapante derrota de Hillary Clinton na eleição presidencial de 2016. Congressistas acusam a organização de ter praticado “toma lá, dá cá” durante os anos de governo Obama.


A Fundação Clinton coletou cerca de US $ 2,5 bilhões para ajudar na solução de crises globais, desde a Aids até terremotos, mesmo com seus próprios auditores, advogados e funcionários alertando para vários problemas de transparência ao longo dos anos.

Uma empresa privada chamada MDA Analytics LLC, dirigida por ex-investigadores criminais federais, alega que a Fundação da família Clinton está envolvida em atividades ilegais e pode ser penalizada com milhões de dólares em impostos e multas.

Os investigadores coletaram informações e compilaram um sólido documento com 6.000 páginas de evidências que foi enviado de forma silenciosa para a Receita Federal (IRS) e Polícia Federal (FBI) dos Estados Unidos há mais de um ano, segundo informações do “The Hill“.

O "toma lá, dá cá" da Fundação de Hillary e Bill Clinton
As doações milionárias para a Fundação da família Clinton levantam suspeitas

O que é a Fundação Clinton?

A Clinton Foundation (Fundação Clinton, em tradução livre) foi fundada em 1997 pelo ex-presidente democrata dos Estados Unidos, Bill Clinton.

Entre 2013 e 2015, a fundação foi renomeada para Fundação Bill, Hillary & Chelsea Clinton. Chelsea é a única filha do casal que já faz parte da história política norte-americana. Em sua ata de fundação, Bill disse que a missão da organização seria “fortalecer a capacidade das pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo para enfrentar os desafios da interdependência global”.

De acordo com informações oficiais, a Fundação se define juridicamente como uma corporação sem fins lucrativos sob seção 501(c)(3) do código tributário dos Estados Unidos. No entanto, os negócios entre a organização e doadores bilionários, a maioria de fora do País, tem gerado muitas controvérsias e estimulado críticas de opositores.

John Moynihan e Lawrence W. Doyle, dois dos investigadores que compilaram o documento enviado às autoridades, apontaram que a Fundação Clinton nunca agiu como uma organização voltada para caridade e, portanto, não pode ser classificada como uma “corporação sem fins lucrativos”, como informou a jornalista Sara Carter.

Bill, Hillary e Chelsea Clinton

Denúncias de “toma lá, dá cá”

Os republicanos do Comitê de Supervisão da Câmara examinaram nesta quinta-feira (13) acusações de “toma lá, dá cá” envolvendo a Fundação Clinton, enquanto Hillary Clinton era a secretária de Estado do governo do ex-presidente Barack Obama.

O congressista republicano Mark Meadows, da Carolina do Norte, presidente do Comitê, expressou preocupação com os documentos fiscais recentemente divulgados, mostrando que as doações para a Fundação Clinton despencaram após a derrota de Hillary para Donald Trump na eleição presidencial de 2016

Os documentos mostraram que a Fundação arrecadou US$ 26,6 milhões em 2017, uma queda de 58% em relação aos US$ 62,9 milhões recebidos no ano anterior.

“Agora, vários relatórios sugerem que a diminuição nas doações poderia refletir um ‘toma lá, dá cá’ nos anos anteriores ao declínio nas doações”, disse Meadows, em entrevista à emissora “Fox News” nesta quinta.

A Fundação Clinton negou repetidamente todas as alegações de envolvimento em um esquema de troca de favores em troca de financiamentos milionários.

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