Trump divulga transcrição de ligação com presidente da Ucrânia

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

“Fala-se muito que [Joe] Biden parou a acusação e muitas pessoas querem descobrir mais sobre isso”, disse Trump no telefonema.

Em um telefonema no dia 25 de julho, o presidente norte-americano, Donald Trump, conversou com o humorista Volodymyr Zelenskiy após uma vitória surpreendente na eleição presidencial da Ucrânia.

O conteúdo da ligação foi alvo de uma denúncia de uma fonte anônima dentro da Casa Branca, que repercutiu em todos os jornais da velha imprensa dos Estados Unidos.

Com base no telefonema, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, chegou a abrir um inquérito formal de impeachment, alegando que Trump havia praticado o “toma lá, dá cá” ao relacionar milhões em verba militar com a abertura de uma investigação contra o ex-vice-presidente dos EUA, Joe Biden.

No entanto, a transcrição da ligação não aparenta revelar que Trump tenha pressionado o líder ucraniano a investigar sorrateiramente um adversário político, nem muito menos ameaçou cortar financiamento militar caso o filho de Biden não fosse investigado.

Durante a conversa, Trump chegou até a pedir para que Zelensky entrasse em contato com o procurador-geral dos EUA, William Barr, e também com Rudolph Giuliani, ex-prefeito de NY e advogado do Presidente.

Ao mencionar o nome do vice da era Barack Obama e atual candidato à Presidência dos EUA, durante a ligação telefônica, Trump falou:

“Ouvi dizer que você tinha um promotor muito bom e ele foi derrubado, e isso é realmente injusto. […] Fala-se muito sobre o filho de Biden, que [ex-presidente Joe] Biden parou a acusação e muitas pessoas querem descobrir mais sobre isso. O que você puder fazer com o Procurador-Geral [dos EUA, William Barr] seria ótimo.”

Ainda durante o governo do ex-presidente Obama, em março de 2016, uma promotor ucraniano encerrou uma investigação sobre os negócios do filho de Biden, que atuou no conselho de uma empresa de gás ucraniana.

Durante uma reunião do Conselho de Relações Exteriores dos EUA, em janeiro de 2018, Biden admitiu que pressionou o governo ucraniano a demitir um procurador-geral em poucas horas.

“Eu olhei para eles e disse: ‘Eu vou embora em seis horas. Se o promotor não for demitido, você não vai receber o dinheiro”, disse Biden na ocasião.

TÓPICOS

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Newsletter

Receba as principais notícias do dia, assine nossa newsletter gratuita.