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Trump exige ação do Supremo sobre dossiê falso financiado pelos Democratas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira (29) que a Suprema Corte do país deveria analisar a relação entre o dossiê falso financiado pelo Partido Democrata e o início da investigação sobre o suposto conluio da campanha republicana com a Rússia.

Trump pediu ao Supremo para instruir a chefe de um tribunal de segurança nacional a interrogar autoridades do FBI e do Departamento de Justiça a respeito do uso que fizeram do dossiê falso como parte da controversa investigação sobre suspeita de conluio com a Rússia.

O presidente dos Estados Unidos citou Bruce Ohr, funcionário do Departamento de Justiça, em uma mensagem do Twitter. Ohr está ligado ao dossiê falso com alegações sobre um possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia.

O dossiê foi compilado pelo ex-espião britânico Christopher Steele durante um trabalho financiado em parte pelo Comitê Nacional Democrata (DNC). Críticos republicanos conectam o dossiê com o esquema de vigilância imposto pelo governo Barack Obama contra pessoas ligadas a Trump.

“Ohr disse ao FBI que ele (o dossiê falso) não é verdadeiro, que é uma mentira, e o FBI estava determinado a usá-lo mesmo assim para prejudicar Trump e para perpetrar uma fraude na corte para espionar a campanha de Trump”, disse o presidente em uma série de tuítes.

“Isto é uma fraude na corte. O juiz principal da Suprema Corte dos EUA está a cargo da corte FISA. Ele deveria instruir a juíza principal, Rosemary Collier, a realizar uma audiência, arrastar todas aquelas pessoas do Departamento de Justiça e do FBI até lá, e se descobrir que crimes foram cometidos, e foram, deveria haver um encaminhamento criminal de sua parte”, disse Trump em um tuíte subsequente.

Rosemary Collyer é a juíza principal do Tribunal de Supervisão de Inteligência Estrangeira, que supervisiona pedidos de vigilância eletrônica e mandados de busca solicitados por autoridades federais.

Alguns republicanos afirmam que o dossiê russo de Steele, que contém uma série de alegações inflamatórias e obscenas sobre Trump, foi usado indevidamente por autoridades do FBI e da Justiça para convencer a corte FISA a prorrogar um mandado de vigilância sobre um assessor de campanha de Trump.

Adaptado da fonte Reuters

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