Turquia continua prendendo jornalistas sob acusação de golpe

A maioria das pessoas condenadas eram colaboradoras de veículos de imprensa próximos ao movimento do pregador Fetullah Gulen, acusado pela Turquia de ter orquestrado o golpe, mas todos negam envolvimento.

Um tribunal turco condenou nesta quinta-feira (08) 25 jornalistas a sentenças de até sete anos e meio de prisão, em um dos inúmeros julgamentos relacionados à tentativa de golpe de julho de 2016, informou a agência de notícias Dogan.

A maioria das pessoas condenadas eram colaboradoras de veículos próximos ao movimento do pregador Fetullah Gulen, acusado por Ancara de ter orquestrado o golpe, mas todos negam envolvimento.

Entre os acusados estão o cantor e jornalista Atilla Tas, sentenciado a mais de três na prisão, e o jornalista Murat Aksoy, condenado a mais de dois anos. Ambos poderão permanecer em liberdade condicional enquanto aguardam o julgamento do recurso.

O regime islâmico da Turquia chama de terrorista o movimento religioso de Gulen, exilado nos Estados Unidos, que nega ter desempenhado um papel na tentativa de golpe de Estado.

Se estar na oposição em um país é um crime, então sou culpado“, disse um dos presos. Dezenas de outros jornalistas, incluindo a ex-editora do jornal Zaman, Hanim Busra Erdal, foram condenados a 6 anos e 3 meses de prisão por pertencerem a uma organização terrorista.

A Turquia lançou uma onda de expurgos após a misteriosa tentativa de golpe de Estado. Mais de 50 mil pessoas foram presas e mais de 140 mil pessoas perderam seus empregos ou foram suspensas em um processo que gerou críticas internacionais.

 

Com informações de: [CB]
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

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