Turquia prendeu quase mil pessoas por críticas à invasão da Síria

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TARCISO MORAIS
TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O número de pessoas detidas na Turquia por críticas à ofensiva militar contra o enclave curdo em Afrin, no norte da Síria, lançada em 20 de janeiro, subiu para 786, informou hoje (19/02) o canal CNNTurk.


O balanço divulgado pelo Ministério do Interior da Turquia há uma semana era de 666 detidos.

Os detidos são acusados pelo regime islâmico de “propaganda terrorista” a favor do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Segundo autoridades de Ancara, o grupo está conectado com a milícia curda Unidades de Proteção do Povo (YPG), que o exército turco combate em Afrin.

O líder do regime islâmico turco, Recep Tayyip Erdogan, proibiu qualquer protesto público contra a operação militar “Ramo de Oliveira” e tem insistido que a população turca apoia integralmente a operação.

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Diversos ativistas denunciaram que, na atual situação, dizer simplesmente que se prefere a paz à guerra é considerado um crime na Turquia.

O Partido Democrático dos Povos (HDP) posicionou-se claramente contra a intervenção militar, posição igualmente manifestada por 173 escritores, artistas e intelectuais numa carta aberta.

O exército da Turquia indica que, desde o início da ofensiva, neutralizou 1.641 combatentes curdos, enquanto o Observatório Sírio dos Direitos Humanos fala sobre 163 curdos mortos, além de pelo menos 77 civis.

Com informações de: [NOM]

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