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Ucrânia declara lei marcial após Rússia capturar navios

Acusada de violar tratados internacionais e ferir a soberania da Ucrânia, a Rússia resiste nesta segunda-feira (26) a liberar os dois navios militares ucranianos e um rebocador apreendidos no domingo (25).

O incidente recente causou novo foco de tensão entre os dois países.

As forças da Rússia abriram fogo contra a tripulação dos navios e capturaram as embarcações e 24 marinheiros após bloquearem o Estreito de Kerch, que liga o território russo à Península da Crimeia.

As relações entre Moscou e Kiev estão estremecidas desde 2014, quando a Rússia anunciou a anexação da Crimeia, território que havia sido cedido à Ucrânia no período soviético, e deu apoio a separatistas no Leste ucraniano.

Diante do que chamou de “ato de agressão” russo, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, convocou reunião do gabinete de guerra e assinou um decreto impondo a lei marcial no país por 30 dias.

A medida será votada pelo Parlamento nesta segunda-feira.

“Declarar um estado de guerra não significa declarar guerra”, destacou Poroshenko, segundo o qual a Ucrânia não planeja atacar a Rússia nem limitar os direitos civis dos cidadãos ucranianos, como teme a oposição.

Segundo a agência russa “Interfax“, há 24 marinheiros ucranianos detidos na Rússia pelo episódio.

 

Adaptado da fonte Globo

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