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Uganda vai estipular imposto sobre usuários das redes sociais

A Uganda é um daqueles países da África que possui uma série de problemas. O país encabeça lista de tráfico humano, possui alta colta de crimes contra a humanidade e é liderado por um “presidente” que está no poder há 32 anos.

Recentemente, o presidente Yoweri Museveni ameaçou classificar sexo oral como crime, pois segundo ele “a boca serve para comer”.

Apesar da liberdade de expressão também enfrentar dificuldades por lá, o uso das redes sociais em Uganda é bastante difundido. No entanto, meses atrás o governo propôs a criação de suas próprias redes estatais, com a desculpa de oferecer um serviço “mais barato” ao manter os usuários dentro da infraestrutura nacional. Um modelo paralelo ao Grande Firewall da China, que limita e muito o acesso a qualquer tipo de conteúdo de fora.

A princípio o modelo não vai bloquear a internet externa e ao menos no que diz respeito a pesquisa e educação não há planos para barrar nada. Redes sociais no entanto é outra história, e para evitar que o usuário continue utilizando serviços de fora a estratégia é atacar onde dói mais: no bolso.

De acordo com informações do Meio Bit:

Segundo o ministro das Finanças Matia Kasaija, os usuários de serviços como Twitter, WhatsApp, Facebook e outros serão taxados a partir de julho em 200 xelins ugandenses (cerca de R$ 0,19 em valores de hoje, 24/04/2018) por dia que fizerem uso das plataformas. Ainda não há informações de como tal cobrança será feita, mas é provável que o valor seja diretamente descontado da franquia de dados. Também não há como precisar se o governo vai monitorar cada smartphone, tablet, computador ou dispositivo conectado com acesso a redes sociais para saber quem deve ser taxado, ou se a responsabilidade será passada para as operadoras.

A ideia teria partido obviamente do presidencialíssimo Musevini, de modo a “desencorajar os cidadãos a espalhar boatos na internet“; vale lembrar que o ato de fechar as redes sociais em época de eleições é pratica comum no continente, logo este não seria a atitude mais radical a ser aplicada pelo governo de Uganda. E como sempre pode piorar, veja o caso da Tanzânia.

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