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Uma breve história do Exército Brasileiro

Uma breve história do Exército Brasileiro
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

O Exército Brasileiro iniciou sua história com o surgimento do Estado brasileiro, ou seja, com a independência do Brasil.


Antes da criação do Exército Brasileiro, aconteceram várias mobilizações de moradores do Brasil para guerras e batalhas desde a época da colonização.

Dia 19 de abril de 1648, teve início a Batalha dos Guararapes, quando holandeses tentaram invadir as terras brasileiras. Uma força de defesa genuinamente formada por brasileiros (brancos, negros, índios) participou da defesa do nosso território. Este evento é considerado a origem do Exército Brasileiro e nessa data é comemorado seu aniversário.

Entre os anos de 1822 e 1823, o Exército derrotou e expulsou as forças de resistência portuguesas à independência, nas regiões norte-nordeste e na província da Cisplatina, evitando que o território nacional fosse fragmentado.

O Exército Nacional, também chamado de Imperial à época, era dividido em dois segmentos durante a monarquia, a primeira linha era formada pelo Exército de fato. A segunda linha, a Guarda Nacional, era formada pelas antigas milícias dos tempos coloniais e comandadas por líderes regionais, grandes latifundiários e proprietários de escravos que, à partir da independência, receberam o título genérico de Coronéis.

Durante o período monárquico brasileiro, o Exército reprimiu várias rebeliões e revoltas internas, civis e militares, como também foi feito na Guerra de Canudos e a Guerra do Contestado — a primeira ocorreu entre os anos de 1896 a 1897 e a segunda entre 1912 a 1916.

Durante o mesmo período, o Exército se restringiu a conflitos com países com os quais o Brasil faz fronteira, à exemplo a Guerra da Cisplatina, que resultou na independência do Uruguai, a Guerra da Prata, contra as forças da Argentina, a Guerra do Uruguai, intervindo nos conflitos internos do país vizinho e a Guerra do Paraguai, quando foi formada uma aliança com os países vizinhos para combater o ditador Solano Lopes, no maior conflito armado da América do Sul.

Ao lado dos Aliados, o Exército teve participações nas duas Guerras Mundiais, enviando uma Missão Militar à Frente Ocidental, em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial, contribuiu com uma Divisão de Infantaria na campanha da Itália para o combate ao Nazifascismo.

Desde o fim da Década de 1950, tem atuado em missões de paz patrocinadas pela ONU, enviando observadores militares para regiões em conflito. Em 2004, o Exército comandou as forças de paz no Haiti.

Assumiu pela força o comando do país por três vezes (entre 1889 e 1894, durante e após a Proclamação da República; entre 1930 e 1945, durante o primeiro período Vargas; entre 1964 e 1985, durante o Regime Militar) impondo sua visão sócio-política e modelos de desenvolvimento econômico que julgava apropriado.

Nesse último período, no auge da Guerra Fria, militantes de esquerda recorreram à guerrilha contra o regime. Após pressões populares, crises econômicas e o desgaste natural no exercício do poder, tornou-se inevitável a abertura política.

Com a promulgação da Lei da Anistia em 1979, o Brasil iniciou a volta à democracia, com o Exército e as demais Forças Armadas se afastando do núcleo político, à partir da promulgação da atual constituição, em 1988.

Com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército, a instituição voltou ao poder no Brasil de forma democrática.

Artigo escrito pelo colaborador Pablo Caixeta

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