União Europeia preocupada com avanço da direita na Itália

Após as eleições legislativas na Itália terem como protagonista o voto antissistema, a União Europeia (UE) está vendo sua estabilidade à prova.

Apesar de não serem aliados, o populista Movimento 5 Estrelas (M5S) e o partido direitista Liga Norte devem conquistar quase metade dos assentos no Parlamento. Com isso, as forças pró-europeias, por si só, não são uma maioria, o que sinaliza um forte avanço das forças eurocéticas.

A grande mídia diz que a ascensão da “extrema-direita” havia falhado em meados de 2017 com as derrotas de Geert Wilders, na Holanda, e da candidata Marine Le Pen, na França. Importante ressaltar que para os velhos veículos da imprensa, qualquer político que ouse se posicionar contra a agenda globalista é taxada de extremista de direita, ultranacionalista, etc.

Ontem (04), o que era outra preocupação para a UE se tornou um alívio. Os membros do partido social-democrata da Alemanha aprovaram por ampla maioria uma aliança com Angela Merkel, o que garantiu um quarto mandato para a chanceler. O golpe para Bruxelas, no entanto, veio dos eleitores italianos. Um cenário que poderia desafiar o caminho alcançado até agora pela Itália na União Europeia e abrir uma fenda na Europa.

A União Européia terá uma noite ruim …“, ironizou Marine Le Pen após a divulgação das primeiras pesquisas de boca de urna.

As consequências para o futuro da União são evidentes: junto com a Alemanha e a França, a Itália desempenha um papel fundamental na construção aberta de reformas, da Zona Euro ao novo Tratado de Dublin. Afastar-se do eixo franco-alemão poderia inexoravelmente empurrar a UE para o isolamento.

 

Com informações de: [Terra]
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *