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Universidades do Brasil dizem que ‘não é ético’ usar cloroquina

Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia
70 hospitais do Brasil vão testar cloroquina em infectados por coronavírus

“Nenhum estudo observacional publicado sugeriu claro benefício”, dizem pesquisadores sobre a cloroquina.

Pesquisadores de alguns dos principais centros de conhecimento do Brasil assinaram uma nota conjunta, nesta quarta-feira (20), afirmando que as pesquisas publicadas até o momento sobre a aplicação da cloroquina contra a infecção por coronavírus não mostram resultados positivos. 

Exceto nos casos de estudos e experimentos, os especialistas fizeram questão de destacar¹ que o uso do medicamento em qualquer dose ou estágio contra a Covid-19 não é mais ético.

“Se no início havia incerteza e plausibilidade biológica, essas não mais existem”, diz a nota, que foi assinada por pesquisadores das seguintes instituições:

  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); 
  • Universidade de São Paulo (USP); 
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
  • Universidade do Estado do Amazonas (UEA);
  • Academia Nacional de Medicina.

Os pesquisadores afirmam que, no início da pandemia, a ausência de opções justificava o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, mas agora não mais:

“Desde então, surgiram dados in vitro, modelos animais e, mais importante, inúmeros estudos observacionais, todos com resultados semelhantes. Nenhum estudo observacional publicado sugeriu claro benefício. Pelo contrário, vários indicaram potenciais malefícios.”

Ainda de acordo com a nota, levando em conta “algumas claras certezas”, os cientistas² afirmam que “não é mais ético fazer uso rotineiro da medicação, fora de estudos clínicos”.

Na manhã desta quarta-feira, seguindo determinação do presidente da República, Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde emitiu³ um novo protocolo permitindo a utilização da cloroquina em todos os estágios da infecção por coronavírus.

Ao comentar sobre o assunto na rede social Twitter, Bolsonaro disse que a cloroquina está sendo “monitorada e usada no Brasil e no mundo”, destacando que não há “comprovação científica” da eficácia da mesma.

“Contudo, estamos em Guerra: ‘Pior do que ser derrotado é a vergonha de não ter lutado’”, escreveu o chefe do Executivo.

Referências: [1][2][3][4]

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