Vale sabia de problemas na barragem em Brumadinho

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Vale sabia de problemas na barragem em Brumadinho
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

E-mails indicam que a mineradora Vale tomou conhecimento sobre problemas em sensores de Brumadinho dois dias antes do rompimento de barragem.


Dois dias antes do rompimento, a Vale já havia identificado problemas nos dados de sensores responsáveis por monitorar a estrutura da barragem na Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho.

As informações estão contidas em troca de e-mails entre profissionais da Vale e duas empresas ligadas à segurança da barragem. As mensagens foram identificadas pela Polícia Federal e divulgadas pelo G1.

Até a noite desta quarta-feira (6), 150 mortos e 182 desaparecidos haviam sido confirmados em decorrência do mar de lama liberado após o rompimento da barragem.

As palavras dos engenheiros da empresa TÜV SÜD, André Jum Yassuda e Makoto Namba, responsáveis por laudos de estabilidade da barragem, fazem parte das mensagens. Eles foram presos pela PF na semana passada.

Os e-mails começaram a ser trocadas no dia 23 de janeiro, às 14h38, e se prolongaram até as 15h05 do dia seguinte. A barragem se rompeu em 25 de janeiro.

As duas empresas relatadas na matérias publicaram notas sobre o caso. Confira abaixo:

Nota da Vale

A Vale informa que vem colaborando proativamente e da forma mais célere possível com todas as autoridades que investigam as causas do rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. Como maior interessada no esclarecimento das causas desse rompimento, além de materiais apreendidos, a Vale entregou voluntariamente documentos e e-mails, no segundo dia útil após o evento, para procuradores da República e delegado da Polícia Federal. A companhia se absterá de fazer comentários sobre particularidades das investigações de forma a preservar a apuração dos fatos pelas autoridades.

Nota da TÜV SÜD

A TÜV SÜD está profundamente consternada com o trágico colapso da barragem em Brumadinho, Minas Gerais, em 25 de janeiro de 2019. Nossos pensamentos estão com as vítimas e suas famílias.

Uma subsidiária da TÜV SÜD no Brasil realizou verificações na barragem como parte de um contrato com a operadora Vale S.A. Imediatamente após o rompimento da barragem, a Diretoria e o Conselho de Administração da TÜV SÜD iniciaram amplas investigações sobre o caso, ainda em andamento. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para contribuir para uma investigação abrangente desse caso. A TÜV SÜD contratou os escritórios de advocacia Pohlmann & Company e Hengeler Mueller para que eles conduzam uma investigação independente. Além disso, um especialista independente será chamado para fazer uma avaliação de questões técnicas.

Dois funcionários da TÜV SÜD que foram temporariamente detidos pelas autoridades brasileiras foram libertados.

Por conta das investigações em andamento pelas autoridades do Brasil, com as quais estamos contribuindo, a TÜV SÜD não está atualmente em posição de fornecer quaisquer informações adicionais.

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