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Vândalos destroem gravuras históricas em caverna do Xingu

Vândalos destroem gravuras históricas em caverna do Xingu
Tarciso Morais
Tarciso Morais
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia.

A depredação sofrida pela caverna Kamukuwaká, em Paranatinga (MT), às margens do rio Tamitatoala, no Alto Xingu, causou revolta.


“É triste. A caverna era como uma escola para nossos filhos, é onde ensinamos a história (do nosso povo), cantamos músicas e fazemos alguns rituais”, diz o indígena Pirathá Waurá.

O local, sagrado para 11 etnias do Xingu e tombado pelo patrimônio histórico desde 2016, teve parte de suas gravuras apagadas no que a Polícia Militar do Mato Grosso identificou inicialmente como um ato intencional – as figuras estavam gravadas nas rochas da gruta.

Segundo a perícia feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em conjunto com policiais, há indícios de que tenha sido usado algum tipo de ferramenta para apagar as gravuras que, em sua maioria, representavam animais.

Nem as autoridades, nem os índios waurá sabem dizer quando houve a ação de vandalismo, porque já fazia algum tempo que ninguém visitava o local.

O Iphan já encaminhou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal um pedido de investigação. Por se tratar de gravura em rocha, não há como precisar a data exata delas, mas pesquisadores, arqueólogos e o Iphan dizem que elas podem ter centenas de anos. Para alguns arqueólogos, os desenhos tinham semelhança com tipos de arte rupestre.

 

Adaptado da fonte BBC

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