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Vaticano criticado por silêncio sobre repressão na Nicarágua e Venezuela

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A Iniciativa Democrática da Espanha e das Américas (IDEA) reúne 37 ex-presidentes de países latino-americanos e da Espanha. O objetivo original do grupo é debater questões relacionadas com os rumos da América Latina.

Através de um documento assinado por 20 desses líderes, a IDEA denunciou nesta segunda-feira (23) as “violações graves, sistemáticas e generalizadas dos direitos humanos” cometidas pelos regimes da Venezuela e da Nicarágua.

O grupo de ex-líderes da América Latina apoiou as declarações da Organização dos Estados Americanos (OEA), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o Parlamento Europeu, e da Conferência Episcopal da Nicarágua e Venezuela sobre o tema. Todos os órgãos concordam que se constituem “crimes de importância internacional” nos dois países.

A nota também lamenta que o Vaticano manteve “o silêncio, a prudência zelosa, embora seja um dos atores fundamentais da opinião mundial”. A IDEA acredita que o Papa Francisco deveria se manifestar diante “das atrocidades que estão ocorrendo na América Latina pelas mãos de governos abertamente ditatoriais”.

No caso específico da Nicarágua, o Vaticano vinha pedindo pelo diálogo, mesmo após igrejas nicaraguenses terem sido vítimas de ataques de grupos paramilitares conectados ao regime de Daniel Ortega.

O nome do ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, amigo do comunista Hugo Chávez e ligado à esquerda latino-americana, não consta do documento, embora seja um dos membros da Iniciativa.

A declaração pode se lida na íntegra AQUI.

 

Adaptado da fonte Gospel Prime

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