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Vaticano pede à China garantia à independência dos sacerdotes

Vaticano pede à China garantia à independência dos sacerdotes
Imagem: Reprodução/Twitter
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Estas são as primeiras fissuras que surgem entre o Vaticano e as autoridades comunistas chinesas desde o acordo assinado ano passado.

O Vaticano pediu ao regime comunista da China que garanta a independência dos padres católicos.

Em “Orientações pastorais” para a igreja chinesas divulgada nesta sexta-feira (28), a Santa Sé solicitou que “não comecem pressões intimidatórias contra as comunidades católicas ‘não oficiais’, como infelizmente já aconteceu” no passado.

O Vaticano assinou em setembro do ano passado um histórico acordo com a China sobre o delicado tema da nomeação de bispos no país comunista, onde há décadas existe a divisão entre uma Igreja “patriótica” controlada pelo regime comunista e outra clandestina que reconhece a autoridade do papa.

O acordo diz respeito apenas à religião e não ao restabelecimento de relações diplomáticas entre Pequim e a Santa Sé, interrompidas desde 1951, dois anos após a chegada dos comunistas ao poder.

O diretor editorial para a comunicação do Vaticano, Andrea Tornielli, explicou que com as orientações a Santa Sé deixa claro que “deve ser respeitada a liberdade de consciência” de bispos e padres.

O Vaticano reconhece nas “orientações” que “continua dialogando com as autoridades chinesas sobre o registro civil de bispos e padres para encontrar uma fórmula que, no ato do registro, respeite não apenas as leis chinesas, como também a doutrina católica”, informa a agência AFP.

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