PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!

Vendedor acusa diretor do Ministério da Saúde de pedir propina por vacina

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email

Luiz Paulo Dominguetti Pereira se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply.

PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!

Luiz Paulo Dominguetti Pereira se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply.

Ele acusa o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, de cobrar propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central de Brasília, no dia 25 de fevereiro.

O pedido de propina teria acontecido numa negociação de 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca entre o ministério e a empresa Davati.

A denúncia está presente em reportagem publicada, na noite desta terça-feira (29), pelo jornal Folha de S.Paulo.

Foto: Reprodução / Folha

A questão é que a AstraZeneca, parceira do governo federal na produção da vacina na Fiocruz, negou que tenha participado da negociação. E enfatizou que “não utiliza intermediário em negociações“, destaca o portal G1.

Ainda segundo a reportagem da Folha, o diretor Roberto Dias teria sido indicado ao cargo pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

Como noticiou a Renova, o deputado nega ter indicado Dias ao cargo. “Não é minha indicação”, afirmou Barros.

Uma reportagem de outubro de 2020 do jornalista Guilherme Amado, no jornal O Globo, aponta que Roberto Dias entrou na Saúde “por indicação do ex-deputado Abelardo Lupion, do DEM do Paraná“.

Ele entrou no corpo do Ministério no dia 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).

O diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O jornal diz ter chegado a Dominguetti por meio de Cristiano Alberto Hossri Carvalho, que se apresenta como procurador da companhia no Brasil.

De acordo com Dominguetti, ele recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde:

“Aí ele me disse que não avançava dentro do ministério se a gente não composse com o grupo, que existe um grupo que só trabalhava dentro do ministério, se a gente conseguisse algo a mais tinha que majorar o valor da vacina, que a vacina teria que ter um valor diferente do que a proposta que a gente estava propondo.”

O denunciante acrescentou:

“A eu falei que não tinha como, não fazia, mesmo porque a vacina vinha lá de fora e que eles não faziam, não operavam daquela forma. Ele me disse: ‘Pensa direitinho, se você quiser vender vacina no ministério tem que ser dessa forma”.

Questionado pelo jornal qual seria essa “forma“, Dominguetti disse que seria US$ 1 de propina por dose do imunizante:

“Acrescentar 1 dólar. E, olha, foi uma coisa estranha porque não estava só eu, estavam ele [Dias] e mais dois. Era um militar do Exército e um empresário lá de Brasília.”

O representante da empresa Davati ainda afirma que tem como provar que o encontro com o diretor de Logística do ministério aconteceu:

“Claro, tenho certeza. Se pegar a telemetria do meu celular, as câmeras do shopping, do restaurante, qualquer coisa, vai ver que eu estava lá com ele e era ele mesmo.”

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!

TÓPICOS

COMPARTILHE

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no reddit
Compartilhar no email
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!
PUBLICIDADE. ANUNCIE AQUI!

Encontrou um erro?

Para comunicar um erro de português, de informação ou técnico, preencha o formulário abaixo.